Impacto das Intervenções Precoces no Tratamento de Esclerose Múltipla Recorrente-Remitente (EMRR): Uma Revisão Sistemática
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Palavras-chave

Esclerose Múltipla

Como Citar

Wanderley Soares de Viveiros, J., Costa Russo Amorim, M. F., & Santos Menezes, T. (2025). Impacto das Intervenções Precoces no Tratamento de Esclerose Múltipla Recorrente-Remitente (EMRR): Uma Revisão Sistemática. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(3), 1415–1428. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p1415-1428

Resumo

Introdução: A esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR) é o subtipo mais comum de esclerose múltipla. A EMRR é caracterizada como uma doença neuroinflamatória crônica, cuja etiologia engloba a destruição da bainha de mielina axonal, exercendo um efeito regressivo na qualidade de vida em jovens adultos. Objetivos: Avaliar o impacto das intervenções precoces no tratamento da EMRR, com foco em desfechos como progressão da incapacidade, frequência de recaídas e qualidade de vida dos pacientes. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática, seguindo as diretrizes PRISMA. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed e Cochrane, com filtro dos últimos 10 anos e uso dos termos MeSH “Relapsing-Remitting Multiple Sclerosis” e “Early Intervention”. Os critérios de inclusão abrangeram ensaios clínicos e estudos randomizados que reiterassem a prática de intervenções iniciais em pacientes com EMRR. Os critérios de exclusão visavam artigos com viés metodológico, duplicados, editoriais e revisões. Dos 61 artigos encontrados, 11 artigos foram incluídos para a análise qualitativa. Resultados: As intervenções precoces com terapias modificadoras da doença (DMTs), como natalizumabe, fingolimode e dimetil fumarato, possuem associação com uma redução importante na frequência das recaídas e preservação da função cerebral dos pacientes. Os tratamentos iniciais mostraram desfechos positivos na queda da atrofia cortical e no controle progressivo da incapacidade funcional em pacientes com EMRR, além de benefícios na qualidade de vida relatada por eles durante os estudos. Conclusão: O uso antecipado de DMTs é capaz de modificar a progressão da doença e preservar a funcionalidade, ampliando o prognóstico em pacientes portadores de EMRR.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p1415-1428
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