Pré-eclâmpsia: Desafios e Impactos da Profilaxia na Saúde Materno-Infantil

Autores

  • Ricardo Borges Araujo União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)
  • Pedro Lucas Silva Vinhati União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)
  • Lívia Maria Lima Rolim União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)
  • Baldomiro de Carvalho Albuquerque União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)
  • Ana Paula de Oliveira Arsego União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)
  • Fellipe Pacifico Carvalho União Metropolitana de Educação e Cultura (UNIME)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p2526-2548

Palavras-chave:

Pré-eclâmpsia, Profilaxia, Desafios, Saúde Materno-Infantil

Resumo

Introdução: A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna e perinatal no Brasil. Estratégias como o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e suplementação de cálcio são recomendadas para gestantes de alto risco. No entanto, desafios na implementação dessas medidas reforçam a necessidade de fortalecer a assistência obstétrica e adotar práticas baseadas em evidências. Objetivo: Analisar os desafios e impactos da profilaxia da pré-eclâmpsia na saúde materno-infantil, considerando o conhecimento e as práticas profissionais na identificação e manejo dessa condição. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, foi realizado o levantamento bibliográfico de protocolos, diretrizes e artigos indexados nas bases de dados Scielo, Google Acadêmico, PubMed e LILACS. Foram utilizados os Descritores em Saúde (DeCS/MeSH): “pré-eclâmpsia”, “eclâmpsia”, “profilaxia”, “desafios”. Foram incluídos estudos que abordassem a pré-eclâmpsia nos aspectos relacionados a profilaxia, diagnóstico, conhecimento e prática profissional, bem como os desafios e impactos na saúde materno-infantil. Resultados e Discussão: A profilaxia da pré-eclâmpsia inclui o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (81-150 mg/dia), iniciado entre 12 e 16 semanas de gestação para mulheres com fatores de risco, e a suplementação de cálcio (1000-1500 mg/dia) em populações com baixa ingestão do mineral. Essas medidas reduzem significativamente o risco de pré-eclâmpsia grave e complicações perinatais. No entanto, desafios persistem na implementação dessas estratégias, como o desconhecimento dos profissionais de saúde sobre as diretrizes atualizadas, a fragmentação do cuidado e dificuldades no acesso aos medicamentos. A capacitação contínua e a padronização de protocolos são essenciais para melhorar a adesão e eficácia dessas intervenções, contribuindo para a redução da morbimortalidade materno-infantil. Considerações Finais: A pré-eclâmpsia é um desafio para a saúde materno-infantil, exigindo avanços na prevenção e manejo. Medidas eficazes, como aspirina e suplementação de cálcio, ainda enfrentam barreiras. O fortalecimento da Atenção Primária, a capacitação profissional e políticas públicas robustas são essenciais para reduzir seus impactos e garantir melhor assistência obstétrica.

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Publicado

2025-02-27

Como Citar

Araujo, R. B., Vinhati, P. L. S., Rolim, L. M. L., Albuquerque, B. de C., Arsego, A. P. de O., & Carvalho, F. P. (2025). Pré-eclâmpsia: Desafios e Impactos da Profilaxia na Saúde Materno-Infantil. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 2526–2548. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p2526-2548