PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA A PRÉ-ECLÂMPSIA EM GESTANTES

Autores

  • Pedro Ribeiro de Sales Netto Médico Universidade Federal do Tocantins
  • Lídice Fontes Machado da Silva Médica Universidade do Sul de Santa Catarina
  • Mac Kenzy Alves de Lima Médico Universidade Federal de Pernambuco (Núcleo de Ciências da Vida)
  • Lizarda Maria de Carvalho Félix Médica Santa casa de misericórdia de Maceio
  • Alice Ferreira Padilha Médica Faculdade Estácio
  • Glenda Ferreira Leite Graduanda em Medicina Faculdade Metropolitana de Manaus - Fametro
  • Cristhian Herrán Giacomozzi Graduando em Medicina Universidad Católica Boliviana San Pablo
  • Djefini Rumie de Carvalho Graduando em Medicina Universidade Central do Paraguai
  • Anthony Benny da Rocha Balieiro Universidade Federal do Pará
  • Cínthia Lívia Martins de Sousa Médica Centro Universitário Unifacisa
  • Taynara Ferreira da Silva Médica Universidade Federal do Pará
  • Jaqueline Maria Lima Gerbase Médica Universidade Mogi das Cruzes

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p832-841

Palavras-chave:

Pré-Eclâmpsia, Diagnóstico, Hipertensão Arterial, Fisiopatologia, Tratamento.

Resumo

A pré-eclâmpsia é uma doença grave da gravidez caracterizada por hipertensão e falência de órgãos em mulheres prematuras. A prevalência varia de acordo com fatores de risco conhecidos, incluindo história de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, hipertensão, obesidade e gestações múltiplas. A causa exata ainda é desconhecida, mas acredita-se que doenças genéticas, imunológicas e sanguíneas desempenhem um papel. A placenta desempenha um papel importante no desenvolvimento da pré-eclâmpsia. Os efeitos adversos da invasão trofoblástica e da remodelação vascular resultam na falta de oxigênio e nutrientes na placenta, levando à liberação de substâncias vasoativas e pró-inflamatórias na circulação materna. Além disso, a mortalidade materna associada à pré-eclâmpsia é acompanhada por sintomas clínicos como anemia, proteinúria, distúrbios hematológicos, doenças hepáticas, danos renais e alterações cerebrovasculares. O diagnóstico é baseado na presença de síndrome hemorrágica combinada com sinais de proteinúria e falência de órgãos após 20 semanas de gestação. Os métodos de tratamento são multifacetados e, nos casos leves, recomenda-se repouso no leito, restrição de sal e aumento da ingestão de líquidos. Contudo, em casos graves, devem ser utilizados anticoagulantes como o sulfato de magnésio para prevenir convulsões e reduzir o risco de complicações maternas e fetais. O diagnóstico da pré-eclâmpsia também depende da gravidade da doença e do momento do parto. Podem ocorrer complicações graves, incluindo eclâmpsia, doença renal, sangramento e restrição do crescimento fetal. Finalmente, medidas para prevenir a pré-eclâmpsia, como o uso de aspirina em baixas doses em mulheres grávidas de alto risco e a intervenção precoce para mulheres com histórico de pré-eclâmpsia, podem reduzir o risco e melhorar os resultados. Compreender os fatores de risco, os mecanismos subjacentes, o diagnóstico precoce e as opções de tratamento são importantes para melhorar os resultados maternos e fetais.

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Publicado

2024-07-08

Como Citar

Netto , P. R. de S., Silva , L. F. M. da, Lima , M. K. A. de, Félix , L. M. de C., Padilha, A. F., Leite, G. F., Giacomozzi , C. H., Carvalho , D. R. de, Balieiro, A. B. da R., Sousa , C. L. M. de, Silva , T. F. da, & Gerbase, J. M. L. (2024). PREVALÊNCIA E FATORES DE RISCO PARA A PRÉ-ECLÂMPSIA EM GESTANTES. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(7), 832–841. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p832-841