Candidíase Vulvovaginal Recorrente
Estratégias Terapêuticas e Manejo Clínico
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1181-1189Palavras-chave:
Candidíase vulvovaginal recorrente. Estratégias terapêuticas. Resistência a azóis. Candida não albicans. Novos antifúngicos. Diabetes mellitus.Resumo
RESUMO
A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) é uma condição clínica complexa, caracterizada por múltiplos episódios sintomáticos anuais, com impacto significativo na qualidade de vida das pacientes. Este artigo analisa as estratégias terapêuticas e desafios no manejo da CVVR, destacando a resistência fúngica crescente, a diversidade de espécies de Candida e as limitações dos regimes convencionais baseados em azóis. Diretrizes internacionais recomendam terapia de indução e manutenção com fluconazol, porém até 50% das pacientes apresentam recorrência após a suspensão do tratamento, especialmente em casos envolvendo espécies não albicans (NAC) ou cepas resistentes. Alternativas como ácido bórico, nistatina e anfotericina B demonstraram eficácia em cenários específicos, embora com restrições de segurança e acesso. Inovações farmacológicas, como o oteseconazol e o ibrexafungerp, emergem como opções promissoras, com eficácia comprovada em ensaios clínicos contra cepas resistentes e NAC, enquanto a vacina NDV-3A sinaliza avanços na imunomodulação. O manejo em populações especiais, como diabéticas e mulheres vivendo com HIV, exige abordagens individualizadas, incluindo controle glicêmico rigoroso e evitando interações medicamentosas. A formação de biofilmes e a escassez de antifúngicos eficazes contra NAC destacam a necessidade de pesquisas futuras em terapias combinadas e disruptores de resistência. Conclui-se que a personalização do tratamento, aliada a investimentos em novas moléculas e estratégias preventivas, é essencial para reduzir a recorrência e melhorar os desfechos clínicos.
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Referências
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