Candidíase Vulvovaginal Recorrente

Estratégias Terapêuticas e Manejo Clínico

Autores

  • RYAN RAFAEL BARROS DE MACEDO UNICEPLAC https://orcid.org/0009-0003-3917-581X
  • CATARINE ROQUE DA SILVA
  • ISABEL BEATRIZ DANTAS DA COSTA
  • LUANA SALES DE BARROS
  • LETICIA FERNANDA VILA NOVA DOS SANTOS
  • MARIANA RÊGO DE MORAES
  • VERÔNICA GABRIELA SOUZA MARQUES
  • MARCONDES MARCOS TORRES
  • VÍVIAN SILVA SANTIAGO
  • SONIA LORENA YUJRA QUELALI
  • JÚLIA FERREIRA DOS SANTOS
  • GABRIELLE DE OLIVEIRA MOREIRA

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1181-1189

Palavras-chave:

Candidíase vulvovaginal recorrente. Estratégias terapêuticas. Resistência a azóis. Candida não albicans. Novos antifúngicos. Diabetes mellitus.

Resumo

RESUMO

A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) é uma condição clínica complexa, caracterizada por múltiplos episódios sintomáticos anuais, com impacto significativo na qualidade de vida das pacientes. Este artigo analisa as estratégias terapêuticas e desafios no manejo da CVVR, destacando a resistência fúngica crescente, a diversidade de espécies de Candida e as limitações dos regimes convencionais baseados em azóis. Diretrizes internacionais recomendam terapia de indução e manutenção com fluconazol, porém até 50% das pacientes apresentam recorrência após a suspensão do tratamento, especialmente em casos envolvendo espécies não albicans (NAC) ou cepas resistentes. Alternativas como ácido bórico, nistatina e anfotericina B demonstraram eficácia em cenários específicos, embora com restrições de segurança e acesso. Inovações farmacológicas, como o oteseconazol e o ibrexafungerp, emergem como opções promissoras, com eficácia comprovada em ensaios clínicos contra cepas resistentes e NAC, enquanto a vacina NDV-3A sinaliza avanços na imunomodulação. O manejo em populações especiais, como diabéticas e mulheres vivendo com HIV, exige abordagens individualizadas, incluindo controle glicêmico rigoroso e evitando interações medicamentosas. A formação de biofilmes e a escassez de antifúngicos eficazes contra NAC destacam a necessidade de pesquisas futuras em terapias combinadas e disruptores de resistência. Conclui-se que a personalização do tratamento, aliada a investimentos em novas moléculas e estratégias preventivas, é essencial para reduzir a recorrência e melhorar os desfechos clínicos.

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Referências

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Publicado

2025-02-09

Como Citar

BARROS DE MACEDO, R. R., ROQUE DA SILVA, C., DANTAS DA COSTA, I. B., SALES DE BARROS, L., VILA NOVA DOS SANTOS, L. F., RÊGO DE MORAES, M., SOUZA MARQUES, V. G., TORRES, M. M., SILVA SANTIAGO, V., YUJRA QUELALI, S. L., FERREIRA DOS SANTOS, J., & DE OLIVEIRA MOREIRA, G. (2025). Candidíase Vulvovaginal Recorrente: Estratégias Terapêuticas e Manejo Clínico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 1181–1189. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1181-1189