DIAGNÓSTICO E MANEJO CIRÚRGICO DO APENDICITE EM GESTANTES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Marcelo Sampaio Lopes Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Jorge André de Oliveira Matuda Universidade de Cuiabá
  • Leonardo Martins dos Santos Faculdade de ciências da saúde de Barretos Dr. Paulo Prata
  • Fernando Elizio de Oliveira Centro universitário FAMETRO
  • Amanda da Silva Almeida Universidad Politécnica y Artística del Paraguay
  • Nicolas Henrique de Araújo Rabelo Centro Universitário do Pará
  • Bianca Dória Piovezan Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Iasmin Pontes Miranda Centro Universitário do Pará

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p2420-2430

Palavras-chave:

Apendicite, Gestantes, Cirurgia

Resumo

Introdução: A apendicite aguda é a causa cirúrgica mais frequente de dor abdominal em gestantes, apresentando desafios significativos para diagnóstico e tratamento durante a gravidez. Os sintomas clássicos, como dor abdominal e náuseas, podem ser confundidos com alterações fisiológicas comuns da gestação, dificultando um diagnóstico precoce. O tratamento inadequado pode levar a complicações graves, incluindo ruptura do apêndice e riscos aumentados para mãe e feto. Este artigo tem como objetivo analisar os métodos indicados para o diagnóstico e manejo cirúrgico da apendicite em gestantes, destacando técnicas seguras e eficazes. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com 10 artigos selecionados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO, utilizando descritores como “Apendicite”, “Gestantes” e “Cirurgia”. Os critérios de inclusão consideraram artigos completos, de livre acesso, publicados entre 2000 e 2024. A seleção seguiu um processo rigoroso de triagem e leitura completa dos textos. Resultados e Discussão: O diagnóstico de apendicite em gestantes é complexo devido a mudanças anatômicas que podem mascarar os sinais clínicos. A ultrassonografia é a técnica de imagem preferida, embora a ressonância magnética se mostre útil em casos não conclusivos, evitando a exposição à radiação. Tanto a laparotomia quanto a laparoscopia são opções viáveis para tratamento, com a laparoscopia sendo geralmente preferida devido aos seus benefícios minimamente invasivos, embora os riscos em gestantes avancem a discussão sobre a escolha da técnica. Estudos destacam que a cirurgia precoce é crucial para reduzir complicações maternas e fetais. Atrasos no diagnóstico podem resultar em complicações severas, aumentando os riscos de parto prematuro e mortalidade materna. A escolha da técnica cirúrgica deve ser individualizada, levando em conta a experiência do cirurgião e as condições clínicas da paciente. Conclusão: A revisão evidencia que, apesar dos desafios no diagnóstico e manejo da apendicite em gestantes, técnicas como a ultrassonografia e a laparoscopia oferecem caminhos seguros para o tratamento. Contudo, a falta de ensaios clínicos randomizados limita a generalização dos resultados. Assim, são necessárias mais pesquisas para fornecer diretrizes baseadas em evidências, visando melhorar os desfechos para gestantes e fetos. A continuidade do avanço na pesquisa é vital para aprimorar o cuidado obstétrico e cirúrgico.

 

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Publicado

2024-10-17

Como Citar

Sampaio Lopes, M., de Oliveira Matuda, J. A., Martins dos Santos, L., de Oliveira, F. E., da Silva Almeida, A., de Araújo Rabelo, N. H., Dória Piovezan, B., & Pontes Miranda, I. (2024). DIAGNÓSTICO E MANEJO CIRÚRGICO DO APENDICITE EM GESTANTES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(10), 2420–2430. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p2420-2430