Descolamento da retina: clínica e diagnóstico

Autores

  • CAMILLA MAGANHIN LUQUETTI Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein
  • Beatriz Magi Scalia União das Faculdades dos Grandes Lagos - UNILAGO
  • Maria Eduarda Bonetti Schulz UNIVILLE- Universidade da Região de Joinville
  • Michelle Freitas Melo UNINTA (Sobral-CE)
  • Maurício Barros de Arruda Mendes Gonçalves Estácio(Idomed)Citta
  • Kamillla Guenes Barbosa Universade Católica de Pernambuco (UNICAP)
  • Pedro Pomarico de Oliveira Universidade Presidente Antônio Carlos de Juiz de Fora (UNIPAC-JF)
  • Bruno de Rezende Soares Ferreira Unoeste Presidente Prudente
  • Caroline Moura Foeger UNESA- Universidade Estácio de Sá
  • Tamires Ribeiro de Paula Vilela Centro Universitário Estácio Ribeirão Preto
  • Maria Vitória Bugallo Toth Centro Universitário Serra dos Órgãos, Teresópolis/RJ
  • Gabriel Eduardo Scopel Unisul Campus Tubarão
  • Gustavo Erthal Alves Robbs Universidade Estácio de Sá - UNESA
  • Cláudia Janaína Medina Coimbra Universidade Privada dele Este, Paraguay
  • Gabriela Brahim Moreira Universidade Estácio de Sá - Presidente Vargas/RJ
  • Vitória Duarte De Araújo Meirelles Universidade Potiguar
  • Maria Isabel Guedes Lima Universidade Potiguar
  • Carla Cristina Maganhin Pós-Doutorado em Ciências da Saúde - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p5578-5584

Palavras-chave:

Descolamento de Retina; Clínica; Diagnóstico

Resumo

Introdução: Descolamento da retina é separação da retina do epitélio e coroide do pigmento da retina. Sem tratamento, muitos descolamentos periféricos progridem para envolver a retina central e levam à perda visual. Tal separação pode ocorrer passivamente, como quando orifício ou ruptura da retina permite acúmulo de fluido entre as camadas, ou ativamente, como tração vítrea ou por processo exsudativo. Objetivo: discutir características clínicas e diagnósticas do descolamento de retina. Metodologia: Revisão de literatura a partir de bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de janeiro a abril de 2024, com descritores “Retinal Detachment”, “Clinic” e “Diagnosis”. Incluíram-se artigos de 2019-2024 (total 43), com exclusão de outros critérios e escolha de 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: Pacientes com descolamento de retina apresentam perda de visão indolor no olho afetado, com aumento súbito (minutos a horas) de “moscas volantes” (formas que parecem flutuar sob o olhar) e/ou flashes de luz (fotopsias). Se descolamento ocorrer, o paciente percebe uma cortina escura sobre parte de seu campo visual. Quando envolve apenas a retina periférica, a acuidade visual central permanece boa. Os sintomas progridem de horas para alguns dias. Uma vez que a mácula é envolvida, perdem a visão central. Se não tratado, um descolamento da retina pode progredir para toda a retina, resultando na perda visual completa. O diagnóstico é feito com base na história (início súbito de flutuadores, flashes de luz e/ou perda visual) e confirmado por exame oftalmológico. Quando a perda visual é indolor (parcial ou completa), deve haver encaminhamento, dentro de 24 horas. Se ruptura ou descolamento da retina, ambos exigem tratamento urgente. Há de se avaliar acuidade visual, pressões intraoculares, exames do segmento anterior, fundoscopia com dilatação com lentes de condensação, ultrassom se hemorragia vítrea concomitante. Há taxa alta de rupturas ou descolamentos bilaterais da retina (8-40%). Se presentes, um oftalmologista geral geralmente encaminhará o paciente ao especialista em retina para tratamento. Conclusão: Pacientes com alto risco (perda de campo visual, diminuição da visão subjetiva ou objetiva, hemorragia vítrea na fundoscopia) devem ser instruídos a diminuir o movimento ocular e encaminhados com urgência ao oftalmologista, dentro de 24 horas para avaliação da retina.

 

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Publicado

2024-08-30

Como Citar

MAGANHIN LUQUETTI, C., Scalia, B. M., Schulz, M. E. B., Melo, M. F., Gonçalves, M. B. de A. M., Barbosa, K. G., Oliveira, P. P. de, Bruno de Rezende Soares Ferreira, Foeger, C. M., Vilela, T. R. de P., Toth, M. V. B., Scopel, G. E., Robbs, G. E. A., Coimbra, C. J. M., Moreira, G. B., Meirelles, V. D. D. A., Lima, M. I. G., & Maganhin, C. C. (2024). Descolamento da retina: clínica e diagnóstico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 5578–5584. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p5578-5584