O PAPEL DA EQUIPE DE SAÚDE NA PREVENÇÃO DE LESÕES POR ACIDENTE DE TRÂNSITO EM UNIDADES DE EMERGÊNCIA.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p3867-3876Palavras-chave:
Feridas E Lesões; Acidentes Rodoviários; Motocicletas.Resumo
Introdução: O número de motocicletas, motonetas e ciclomotores teve um grande aumento no Brasil, atingindo 27 milhões em circulação em 2018. Na cidade do presente estudo, no mesmo ano, esses veículos atingiram a cifra de 93 mil, ou 19,3% da frota de veículos. Esta expansão levou a um aumento no número de acidentes rodoviários com estes veículos. Objetivos: Caracterizar as vítimas de acidentes motociclísticos atendidas na Unidade de Pronto Atendimento Regional e descrever suas lesões. Método: Estudo observacional e descritivo. Durante o período de agosto a dezembro de 2019 e junho a agosto de 2020, foram analisados dados demográficos, mecanismo de trauma, localização e gravidade das lesões e prognóstico de pacientes atendidos em unidade de emergência regional. O índice de trauma (Revised Trauma Score and Injury Severity Index) foi aplicado para gravidade e prognóstico. Todos os dados foram registrados em formulários padronizados e avaliados estatisticamente. Resultados: Dos 98 casos analisados, 78% eram homens, com idade média de 31 anos. O mecanismo de trauma mais comum foi motocicleta versus veículo automotor, responsável por 57,1% dos casos, seguido de quedas de motocicleta com 27,6%. As lesões mais frequentes foram arranhões (60,4%), seguidas de fraturas (23,1%). Os membros inferiores foram os locais mais acometidos (40,3%). O índice de gravidade da lesão variou de 0 a 11, com média de 1, e 97,9% das vítimas tiveram escore de trauma revisado de 7,8, com probabilidade de sobrevivência de 98,8%. Conclusão: Houve predomínio de jovens com lesões leves. As áreas mais acometidas foram os membros inferiores, principalmente com arranhões. Mesmo com baixa gravidade e alta probabilidade de sobrevivência, essas lesões podem resultar em longos períodos de incapacidade para o trabalho e gerar custos ao sistema de saúde, demonstrando a necessidade de ações para prevenção desses eventos.
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