O PAPEL DA EQUIPE DE SAÚDE NA PREVENÇÃO DE LESÕES POR ACIDENTE DE TRÂNSITO EM UNIDADES DE EMERGÊNCIA.

Autores

  • Maria Eduarda Bezerra do Nascimento Centro Universitário Fametro Graduanda em Enfermagem https://orcid.org/0009-0009-9720-0562
  • Fernanda Melo Gadelha Sarmento Medicina Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - Mossoró/RN
  • Diogo Melo Pena Graduando medicina Faculdade de medicina de Barbacena-MG FAME meddiogomelo@gmail.com
  • Angélica Ruth Andrade Filgueira Medicina, FACENE, Mossoró-RN
  • Yane Vitória de Lima Cavalcante Graduanda em medicina Universidade Federal do Ceará
  • Antônio Cezar Queiroz Lima Filho Graduando de medicina Universidade Federal do Ceará
  • Sandrielle Maria Brito do Nascimento Graduanda em Medicina - Universidade Federal do Ceará
  • Alyne Maria Lima Freire Fisioterapeuta Faculdade Anhanguera
  • Cristovan Maciel Teixeira Graduando em medicina Universidade Federal do Ceará
  • Keren dos Reis Porfirio Graduanda em Medicina Universidade Federal do Ceará
  • Ívina Feitosa de Araújo Nutricionista Faculdade São Francisco da Paraíba
  • Nathália Telles Paschoal Santos Enfermeira na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares- EBSERH/ CHC UFPR

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p3867-3876

Palavras-chave:

Feridas E Lesões; Acidentes Rodoviários; Motocicletas.

Resumo

Introdução: O número de motocicletas, motonetas e ciclomotores teve um grande aumento no Brasil, atingindo 27 milhões em circulação em 2018. Na cidade do presente estudo, no mesmo ano, esses veículos atingiram a cifra de 93 mil, ou 19,3% da frota de veículos. Esta expansão levou a um aumento no número de acidentes rodoviários com estes veículos. Objetivos: Caracterizar as vítimas de acidentes motociclísticos atendidas na Unidade de Pronto Atendimento Regional e descrever suas lesões. Método: Estudo observacional e descritivo. Durante o período de agosto a dezembro de 2019 e junho a agosto de 2020, foram analisados ​​dados demográficos, mecanismo de trauma, localização e gravidade das lesões e prognóstico de pacientes atendidos em unidade de emergência regional. O índice de trauma (Revised Trauma Score and Injury Severity Index) foi aplicado para gravidade e prognóstico. Todos os dados foram registrados em formulários padronizados e avaliados estatisticamente. Resultados: Dos 98 casos analisados, 78% eram homens, com idade média de 31 anos. O mecanismo de trauma mais comum foi motocicleta versus veículo automotor, responsável por 57,1% dos casos, seguido de quedas de motocicleta com 27,6%. As lesões mais frequentes foram arranhões (60,4%), seguidas de fraturas (23,1%). Os membros inferiores foram os locais mais acometidos (40,3%). O índice de gravidade da lesão variou de 0 a 11, com média de 1, e 97,9% das vítimas tiveram escore de trauma revisado de 7,8, com probabilidade de sobrevivência de 98,8%. Conclusão: Houve predomínio de jovens com lesões leves. As áreas mais acometidas foram os membros inferiores, principalmente com arranhões. Mesmo com baixa gravidade e alta probabilidade de sobrevivência, essas lesões podem resultar em longos períodos de incapacidade para o trabalho e gerar custos ao sistema de saúde, demonstrando a necessidade de ações para prevenção desses eventos.

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Publicado

2024-08-23

Como Citar

Nascimento, M. E. B. do, Sarmento, F. M. G., Pena, D. M., Filgueira , A. R. A., Cavalcante , Y. V. de L., Filho, A. C. Q. L., Nascimento , S. M. B. do, Freire , A. M. L., Teixeira, C. M., Porfirio , K. dos R., Araújo , Ívina F. de, & Santos , N. T. P. (2024). O PAPEL DA EQUIPE DE SAÚDE NA PREVENÇÃO DE LESÕES POR ACIDENTE DE TRÂNSITO EM UNIDADES DE EMERGÊNCIA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 3867–3876. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p3867-3876