Análise das internações por sequelas de tuberculose: Impactos clínicos e desafios na gestão da saúde pública
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p4038-4048Palavras-chave:
Sequelas de tuberculose; Epidemiologia; Internações hospitalares.Resumo
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos. Embora o tratamento da tuberculose tenha avançado significativamente nas últimas décadas, muitas pessoas que superam a infecção ativa continuam a enfrentar um espectro de complicações crônicas. As internações são um indicativo crucial da carga persistente da doença, refletindo o impacto prolongado que as complicações podem ter na vida dos pacientes. Mesmo após o tratamento bem-sucedido da fase ativa da tuberculose, muitos indivíduos enfrentam desafios significativos relacionados à função respiratória e à qualidade de vida, que podem exigir hospitalização para manejo de sintomas e tratamento de complicações associadas. Analisar as taxas de internação é fundamental para entender a extensão e a gravidade das complicações pós-tuberculose, além de ajudar a identificar padrões e áreas que necessitam de atenção específica. Esse monitoramento não só fornece informações sobre a eficácia das estratégias de tratamento e reabilitação, mas também orienta a formulação de políticas de saúde pública e a alocação de recursos para o cuidado contínuo dos pacientes que sobreviveram à tuberculose. Nesse sentindo, o objetivo desse trabalho foi descrever um panorama epidemiológico das internações causadas por sequelas de tuberculose no Brasil, no período de 2019 a 2023. Este é um estudo de séries temporais, que usou dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do DATASUS. Essa fonte abrangente oferece uma visão detalhada das internações causadas por sequelas de tuberculose no Brasil. Através desse estudo demostramos uma redução de 19% nas internações, com o sudeste sendo responsável pela maioria das internações. Além disso, identificamos que homens pardos, de 50 a 59 anos, foram os principais afetados. O enfrentamento eficaz das sequelas de tuberculose exige uma abordagem integrada e abrangente, envolvendo a melhoria do tratamento contínuo, a reabilitação e a vigilância contínua. Investir em estratégias que fortaleçam o acompanhamento pós-tratamento e melhorem a qualidade de vida dos pacientes é essencial para reduzir a carga das sequelas e alcançar melhores desfechos para os sobreviventes da tuberculose.
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