Hipertensão Gestacional: análise dos riscos maternos e fetais
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p4256-4266Palavras-chave:
Bem-estar materno; Desenvolvimento fetal; Hipertensão gestacionalResumo
Introdução: A hipertensão gestacional é uma condição clínica que afeta uma porcentagem de gestantes em todo o mundo, representando uma das principais causas de morbidade e mortalidade tanto para a mãe quanto para o feto. Esta condição é caracterizada pelo aumento da pressão arterial durante a gravidez, que pode ocorrer a partir da 20ª semana de gestação e geralmente desaparece após o parto. Objetivo: Descrever os riscos maternos e fetais associados à hipertensão gestacional. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter qualitativo. A coleta de dados foi realizada nas bases LILACS através da BVS-MS, SciELO, PUBMED/MEDLINE com os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH): bem-estar materno; desenvolvimento fetal; hipertensão gestacional; em português; Maternal well-being; fetal development; gestational hypertension. em inglês. Os descritores foram cruzados utilizando os operadores booleanos AND e OR. Os critérios de inclusão foram: trabalhos nas versões completas e gratuitas nos idiomas português, inglês ou espanhol, publicados entre os anos de 2019 a 2023. Os critérios de exclusão foram duplicatas. Resultados e discussão: A hipertensão gestacional, definida como pressão arterial superior a 140/90 mmHg após a 20ª semana de gestação, é uma condição que pode evoluir para formas graves como pré-eclâmpsia e eclâmpsia se não for bem gerida. Associada a fatores de risco como obesidade, diabetes e idade avançada, essa condição pode levar a complicações graves para a mãe, como acidente vascular cerebral, insuficiência renal e descolamento prematuro da placenta. Para o feto, os riscos incluem crescimento intrauterino restrito e parto prematuro, que podem resultar em problemas de saúde significativos. O manejo eficaz envolve monitoramento rigoroso da pressão arterial, uso cuidadoso de medicamentos e estratégias para minimizar complicações, além de acompanhamento pós-parto para reduzir o risco de hipertensão crônica futura e outras doenças cardiovasculares. Considerações finais: A detecção precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar riscos e complicações. O monitoramento contínuo da pressão arterial, o uso cuidadoso de medicamentos e a intervenção precoce são essenciais para melhorar os desfechos. Além disso, a educação das gestantes e o acesso a cuidados pré-natais adequados são fundamentais para o controle efetivo da hipertensão gestacional e para a saúde a longo prazo das mulheres afetadas.
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