DIFERENÇAS NO ACOMETIMENTO E DESFECHO RENAL DO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO NOS SUBGRUPOS “GÊNERO” E “ETNIA” : UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2537-2546Palavras-chave:
Lesão renal, Nefrite lúpica, Lúpus Eritematoso SistêmicoResumo
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune complexa, com manifestações clínicas multissistêmicas, incluindo a Nefrite Lúpica (NL), uma das complicações mais graves. Este estudo visa compilar o conhecimento sobre as diferenças no curso e desfechos da NL em pacientes com LES, analisando as influências de gênero e etnia como fatores prognósticos. Realizou-se uma revisão da literatura na base de dados PUBMED. Foram utilizados os descritores "Lupus nephritis", "Differences", e "Outcome", com critérios de inclusão abrangendo artigos publicados nos últimos 20 anos, disponíveis em inglês, português e espanhol. Após a seleção dos materiais relevantes, os artigos elegíveis foram lidos integralmente e as informações extraídas para análise. Encontrou-se que mulheres, especialmente afrodescendentes e hispânicas, mostram maior prevalência e severidade da NL, com progressão rápida para insuficiência renal crônica, exigindo intervenções terapêuticas agressivas. Embora menos numericamente afetados, homens desenvolvem formas mais graves de NL, com menor resposta a tratamentos convencionais e taxas mais altas de mortalidade. As disparidades observadas parecem estar relacionadas a diferenças genéticas, resposta imunológica e acesso aos cuidados de saúde. A etnia desempenha um papel significativo na progressão da NL, independentemente do gênero. Pacientes de etnia africana e hispânica têm maior propensão ao desenvolvimento de formas mais agressivas de NL e resistência aos tratamentos tradicionais, enquanto pacientes de origem europeia ou asiática respondem melhor ao tratamento, com menor progressão da doença. Esses achados reforçam a necessidade de abordagens terapêuticas personalizadas, considerando gênero e etnia. A revisão conclui que a NL é uma complicação importante do LES, com impacto significativo na morbimortalidade. As diferenças observadas sugerem a necessidade de abordagens personalizadas, enfatizando a importância de estudos futuros focados em gênero e etnia.
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