Diagnóstico e Tratamento de Erisipela e Celulite: Revisão das Melhores Práticas Clínicas e Desafios Terapêuticos

Autores

  • Georgia Valente Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
  • Bruna Barbosa Silva Universidad Catolica Boliviana San Pablo
  • Camila Marconatto Modelli Universidade de Marília (UNIMAR)
  • Angelica Rodrigues Mendes Medeiros Universidade del Pacífico (UCP)
  • Tamiris Rosa Romer Universidade Estácio de Sá (UNESA)
  • Francisco Missiel Carvalho dos Santos Faculdade de Medicina de Sobral (UFC)
  • Letícia Marques Faculdade de Medicina Nova Esperança (FAMENE)
  • Amanda Gonsalves Martins da Cunha Universidade Vila Velha (UVV)
  • Paulo Alexandre Rodrigues Rocha Instituto Superior de Educação Ceres (FACERES)
  • Paola Gageiro Pinto Russo Instituto Superior de Educação Ceres (FACERES)
  • Melissa Garcia Silva Saut Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP)
  • Murillo Henrique Malfatti de Paula Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2066-2074

Palavras-chave:

Erisipela, Celulite, Diagnóstico diferencial, Tratamento antibiótico.

Resumo

Objetivo: Este estudo teve como objetivo revisar e sintetizar o conhecimento atual sobre o diagnóstico e tratamento da erisipela e celulite, destacando as diferenças entre essas infecções e avaliando as melhores práticas clínicas. Metodologia: Foi realizada uma busca sistemática na base de dados PubMed, utilizando termos específicos relacionados a erisipela, celulite, diagnóstico e tratamento. Dos 200 artigos inicialmente encontrados, foram selecionados 10 estudos após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão rigorosos. Resultados: A diferenciação entre erisipela e celulite é essencial devido às suas etiologias distintas. Parâmetros laboratoriais, como a proteína C reativa (PCR) e a contagem de leucócitos, mostraram-se eficazes no diagnóstico diferencial. A prática de hemoculturas em pacientes idosos com celulite revelou uma alta taxa de bacteremia, justificando seu uso em certos casos. No tratamento, a revisão não encontrou superioridade clara de um antibiótico específico, sugerindo que antibióticos direcionados são geralmente eficazes. Além disso, foi observado que fatores como tinea pedis e anemia prolongam a hospitalização, e a recorrência de erisipela está associada a fatores como linfedema e obesidade. Considerações Finais: A prática clínica deve considerar o uso criterioso de antibióticos e a necessidade de manejo preventivo em pacientes com risco de recorrência, melhorando assim o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes afetados.

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Publicado

2024-08-15

Como Citar

Valente, G., Barbosa Silva, B., Marconatto Modelli, C., Rodrigues Mendes Medeiros, A., Rosa Romer, T., Missiel Carvalho dos Santos, F., Marques, L., Gonsalves Martins da Cunha , A., Rodrigues Rocha, P. A., Gageiro Pinto Russo, P., Garcia Silva Saut, M., & Malfatti de Paula, M. H. (2024). Diagnóstico e Tratamento de Erisipela e Celulite: Revisão das Melhores Práticas Clínicas e Desafios Terapêuticos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 2066–2074. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2066-2074