ABORDAGEM DA IMUNOSSUPRESSÃO EM PACIENTES APÓS TRANSPLANTE CARDÍACO: ATUALIZAÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2832-2845Palavras-chave:
Estudos clínicos, Enxerto, Farmacologia clínica, Efeitos adversos.Resumo
INTRODUÇÃO:Pacientes com insuficiência cardíaca (IC) avançada, refratária às intervenções clínicas e cirúrgicas otimizadas, são comumente submetidos a transplante cardíaco, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida, sobrevida e funcionalidade do enxerto. Dessa forma, visando diminuir os episódios de rejeição, a estratégia mais adotada é a utilização de fármacos imunossupressores em terapia tríplice usando inibidores de calcineurina, glicocorticóides e inibidores da síntese de nucleotídeos. No entanto, a utilização desses fármacos está inerente à efeitos adversos, tais como: infecção, malignidade e toxicidade medicamentosa. OBJETIVO: Analisar efeitos adversos secundários à terapia imunossupressora de manutenção após transplante cardíaco. METODOLOGIA: Realizou-se uma pesquisa criteriosa de artigos científicos originais, na base de dados PubMed, entre 2018 e 2023, segundo as diretrizes estabelecidas do PRISMA. Os critérios de inclusão foram estudos originais, estudos clínicos, que apresentaram os descritores no título ou no resumo e escritos na língua inglesa.RESULTADOS:Após a utilização dos critérios de inclusão, foram achados 35 estudos. No entanto, somente 04 foram publicados. Os estudos mostram que a associação entre Tacrolimus e Everolimus pode resultar no desenvolvimento de hipertrofia ventricular esquerda (HVE). Além disso, o fármaco tacrolimus pode estar associado ao aparecimento de fibrose, insuficiência cardíaca isquêmica e hipomagnesemia. Em crianças e adolescentes medicados com Tacrolimus de liberação prolongada ou imediata apresentam diarreia, hipertensão e aumento da creatinina. Além disso, estudos com base na terapia padrão com Ciclosporina mostram desenvolvimento da deterioração da função renal.CONCLUSÃO: A utilização de fármacos imunossupressores é de extrema importância para evitar a rejeição do enxerto e aumentar a sobrevida do indivíduo. No entanto, a utilização de tais fármacos pode ocasionar efeitos adversos, que comprometem a qualidade de vida do paciente. Dessa maneira, é relevante o desenvolvimento de mais estudos, visando contribuir com a utilização desses medicamentos e o conhecimento acerca dos efeitos adversos potenciais
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