ABORDAGEM DA IMUNOSSUPRESSÃO EM PACIENTES APÓS TRANSPLANTE CARDÍACO: ATUALIZAÇÕES

Autores

  • Clara Vitória Cavalcante Carvalho UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
  • Andressa Bianca Reis Lima Universidade Federal do Maranhão
  • Nathalie Carvalho dos Santos Universidade Estadual do Piauí
  • Eduardo Soares Marques Guimarães Faculdades integradas do Norte de Minas
  • Julia Pacheco Miranda UNIFAA
  • Guilherme Kunkel da Costa Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Giovana Bonessoni Felizari Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Simone Schwengber Universidade Brasil
  • Fernanda Prates Costa ITPAC Porto Nacional
  • Luane Silva Carvalho Universidade Estadual da Paraíba – UEPB
  • Andressa Maia de Almeida Graduado em Medicina pela Universidade de Rio Verde e Residente de Clínica Médica no Hospital Regional de Taguatinga
  • Matheus Costa Junqueira Graduado em Medicina pela Universidade de Rio Verde e Residente de Clínica Médica no Hospital Regional de Taguatinga
  • Pedro Victor Rocha Leite UFPI
  • Eduardo Saucedo Lage Centro Universitário São Camilo
  • Gustavo Kenzo Andako Centro Universitário São Camilo
  • Gabriela de Almeida Apolinario Universidade positivo
  • Fabrícia Vieira Leite Universidade positivo

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2832-2845

Palavras-chave:

Estudos clínicos, Enxerto, Farmacologia clínica, Efeitos adversos.

Resumo

INTRODUÇÃO:Pacientes com insuficiência cardíaca (IC) avançada, refratária às intervenções clínicas e cirúrgicas otimizadas, são comumente submetidos a transplante cardíaco, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida, sobrevida e funcionalidade do enxerto. Dessa forma, visando diminuir os episódios de rejeição, a estratégia mais adotada é a utilização de fármacos imunossupressores em terapia tríplice usando inibidores de calcineurina, glicocorticóides e inibidores da síntese de nucleotídeos. No entanto, a utilização desses fármacos está inerente à efeitos adversos, tais como: infecção, malignidade e toxicidade medicamentosa. OBJETIVO: Analisar efeitos adversos secundários à terapia imunossupressora de manutenção após transplante cardíaco. METODOLOGIA: Realizou-se uma pesquisa criteriosa de artigos científicos originais, na base de dados PubMed, entre 2018 e 2023, segundo as diretrizes estabelecidas do PRISMA. Os critérios de inclusão foram estudos originais, estudos clínicos, que apresentaram os descritores no título ou no resumo e escritos na língua inglesa.RESULTADOS:Após a utilização dos critérios de inclusão, foram achados 35 estudos. No entanto, somente 04 foram publicados. Os estudos mostram que a associação entre Tacrolimus e Everolimus pode resultar no desenvolvimento de hipertrofia ventricular esquerda (HVE). Além disso, o fármaco tacrolimus pode estar associado ao aparecimento de fibrose, insuficiência cardíaca isquêmica e hipomagnesemia. Em crianças e adolescentes medicados com Tacrolimus de liberação prolongada ou imediata apresentam diarreia, hipertensão e aumento da creatinina. Além disso, estudos com base na terapia padrão com Ciclosporina mostram desenvolvimento da deterioração da função renal.CONCLUSÃO: A utilização de fármacos imunossupressores é de extrema importância para evitar a rejeição do enxerto e aumentar a sobrevida do indivíduo. No entanto, a utilização de tais fármacos pode ocasionar efeitos adversos, que comprometem a qualidade de vida do paciente. Dessa maneira, é relevante o desenvolvimento de mais estudos, visando contribuir com a utilização desses medicamentos e o conhecimento acerca dos efeitos adversos potenciais

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Referências

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Publicado

2024-08-19

Como Citar

Carvalho, C. V. C., Lima, A. B. R., Santos , N. C. dos, Marques , E. S., Miranda, J. P., Costa , G. K. da, Felizari , G. B., Schwengber , S., Costa, F. P., Carvalho , L. S., Almeida , A. M. de, Junqueira, M. C., Leite, P. V. R., Lage , E. S., Andako , G. K., Apolinario, G. de A., & Leite, F. V. (2024). ABORDAGEM DA IMUNOSSUPRESSÃO EM PACIENTES APÓS TRANSPLANTE CARDÍACO: ATUALIZAÇÕES. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 2832–2845. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p2832-2845