Hemangiomas infantis: avaliação e diagnóstico

Autores

  • CAMILLA MAGANHIN LUQUETTI Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein
  • Rodrigo Daniel Zanoni Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
  • Ana Clara Abrahão Melo Centro Universitário Imepac - Araguari
  • Josias Dorivaldo Lopes Chilunga Universidade Mandume YaNdemufayo (Angola)
  • Kamilla Guenes Barbosa Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
  • Giovanna Fontana Santos Universidade Nove de Julho Mauá
  • Guilherme Vinicius Oliveira Mendes Centro Universitário Uninovafapi
  • Sarah Riffel Fadel Universidade do Sul de Santa Catarina
  • Luan Cruz Barreto Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB
  • Heliomara de Fátima Soares Nunes Universidade Federal de São João Del-Rei
  • Jamilly Rodrigues Lemos Uniceuma
  • Cláudia Janaína Medina Coimbra UPE Sede Central/Presidente Franco – Paraguai

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p995-1007

Palavras-chave:

Hemangiomas infantis, Avaliação, Diagnóstico

Resumo

Introdução: Hemangiomas são tumores mais comuns da infância, de natureza benigna do endotélio vascular e muitas vezes autolimitado. Outros podem causar complicações, como ulceração, desfiguração e comprometimento de órgãos vitais. Podem se associar a anomalias do desenvolvimento. Na maioria dos casos, seu diagnóstico é clínico, com história e exame físico. Lesões mais profundas sem alterações características da pele e lesões hepáticas podem ser difíceis de distinguir de malformações vasculares ou outros tumores. Embora estudos por imagem possam ser úteis, a biópsia pode ser necessária para diagnóstico definitivo e avaliação histopatológica Objetivo: discutir a avaliação e diagnóstico dos hemangiomas infantis. Metodologia: Revisão de literatura a partir de artigos das bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de janeiro a março de 2024, com descritores “infantile hemangiomas”, “evaluation” e “diagnosis”. Incluíram-se artigos de 2019 a 2024 (223 estudos). Retiraram-se outras categorias, com 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: A lesão vascular deve ser avaliada quanto aos aspectos: idade de aparecimento da lesão e comportamento subsequente; resultados de exames realizados (imagem/biópsias); tratamentos e respostas prévios; história de dificuldade respiratória nos primeiros meses de vida se hemangioma cervicofacial ou mandibular; sinais de insuficiência cardíaca; telangiectasias/ púrpuras/ plaquetopenia. O exame físico deve ser abranger pele e mucosas, com documentação de morfologia, localização e tamanho da lesão; presença e gravidade de ulceração, sangramento e evidência de infecção secundária; hepatomegalia; sinais de insuficiência cardíaca (taquicardia, pressão de pulso ampla). Quanto à localização: periorbitais, segmentares (face e couro cabeludo, parte inferior do corpo) e múltiplos). A imagem por ultrassonografia, tomografia ou ressonância pode ser opção, mas não confiável se dúvida quanto à malignidade, sendo indicado nesse aspecto uma biópsia tecidual. O encaminhamento para especialista em anomalias vasculares é determinante para diagnóstico e manejo terapêutico dessas crianças, bem como mais adequado quando associado com outras anomalias do desenvolvimento ou lesões segmentares. Se precoce, dentro de quatro a seis semanas de vida, a terapia sistêmica é considerada. Conclusão: Apesar de sua natureza benigna do endotélio vascular, o hemangioma precisa de acompanhamento de especialistas para seu manejo e prevenção de complicações no desenvolvimento da criança.

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Publicado

2024-08-07

Como Citar

MAGANHIN LUQUETTI, C., Daniel Zanoni, R., Abrahão Melo, A. C., Dorivaldo Lopes Chilunga, J., Guenes Barbosa, K., Fontana Santos, G., Vinicius Oliveira Mendes, G., Riffel Fadel, S., Cruz Barreto, L., de Fátima Soares Nunes, H., Rodrigues Lemos, J., & Medina Coimbra, C. J. (2024). Hemangiomas infantis: avaliação e diagnóstico . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 995–1007. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p995-1007