Hemangiomas infantis: avaliação e diagnóstico
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p995-1007Palavras-chave:
Hemangiomas infantis, Avaliação, DiagnósticoResumo
Introdução: Hemangiomas são tumores mais comuns da infância, de natureza benigna do endotélio vascular e muitas vezes autolimitado. Outros podem causar complicações, como ulceração, desfiguração e comprometimento de órgãos vitais. Podem se associar a anomalias do desenvolvimento. Na maioria dos casos, seu diagnóstico é clínico, com história e exame físico. Lesões mais profundas sem alterações características da pele e lesões hepáticas podem ser difíceis de distinguir de malformações vasculares ou outros tumores. Embora estudos por imagem possam ser úteis, a biópsia pode ser necessária para diagnóstico definitivo e avaliação histopatológica Objetivo: discutir a avaliação e diagnóstico dos hemangiomas infantis. Metodologia: Revisão de literatura a partir de artigos das bases de dados da Scielo, da PubMed e da BVS, de janeiro a março de 2024, com descritores “infantile hemangiomas”, “evaluation” e “diagnosis”. Incluíram-se artigos de 2019 a 2024 (223 estudos). Retiraram-se outras categorias, com 05 artigos na íntegra. Resultados e Discussão: A lesão vascular deve ser avaliada quanto aos aspectos: idade de aparecimento da lesão e comportamento subsequente; resultados de exames realizados (imagem/biópsias); tratamentos e respostas prévios; história de dificuldade respiratória nos primeiros meses de vida se hemangioma cervicofacial ou mandibular; sinais de insuficiência cardíaca; telangiectasias/ púrpuras/ plaquetopenia. O exame físico deve ser abranger pele e mucosas, com documentação de morfologia, localização e tamanho da lesão; presença e gravidade de ulceração, sangramento e evidência de infecção secundária; hepatomegalia; sinais de insuficiência cardíaca (taquicardia, pressão de pulso ampla). Quanto à localização: periorbitais, segmentares (face e couro cabeludo, parte inferior do corpo) e múltiplos). A imagem por ultrassonografia, tomografia ou ressonância pode ser opção, mas não confiável se dúvida quanto à malignidade, sendo indicado nesse aspecto uma biópsia tecidual. O encaminhamento para especialista em anomalias vasculares é determinante para diagnóstico e manejo terapêutico dessas crianças, bem como mais adequado quando associado com outras anomalias do desenvolvimento ou lesões segmentares. Se precoce, dentro de quatro a seis semanas de vida, a terapia sistêmica é considerada. Conclusão: Apesar de sua natureza benigna do endotélio vascular, o hemangioma precisa de acompanhamento de especialistas para seu manejo e prevenção de complicações no desenvolvimento da criança.
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