A Medicina de Família e Comunidade como pilar na gestão de doenças crônicas
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p965-985Palavras-chave:
Doenças Crônicas, Medicina de Família, Cuidados Centrados no Paciente, Gestão de Saúde, Monitoramento RemotoResumo
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), são uma preocupação crescente em saúde pública, afetando significativamente indivíduos e sistemas de saúde globalmente. A medicina de família e comunidade é crucial para a gestão dessas doenças, oferecendo cuidados contínuos, integrados e centrados no paciente. Este estudo avalia a eficácia dessas estratégias de gestão, destacando a personalização dos cuidados, o engajamento ativo dos pacientes e o uso de tecnologias de monitoramento remoto. A metodologia incluiu a revisão da literatura utilizando bases como PubMed, Scopus e Google Scholar, analisando estudos dos últimos 10 anos. A análise qualitativa utilizou técnicas como análise temática e de conteúdo para identificar padrões emergentes. Os resultados mostram que planos de cuidados individualizados melhoram significativamente o controle de glicemia e pressão arterial, além de reduzir sintomas de ansiedade e depressão em pacientes com DCNT. Pacientes que seguem esses planos também apresentam menores taxas de hospitalização e atendimentos emergenciais, gerando economia substancial para os sistemas de saúde. Embora a personalização dos cuidados e o engajamento dos pacientes sejam fundamentais para o sucesso, desafios como a fragmentação dos serviços de saúde e a necessidade de formação contínua dos profissionais ainda precisam ser superados. Recomendações incluem o fortalecimento da atenção primária, a integração de tecnologias de monitoramento remoto e a formação contínua dos profissionais de saúde. Futuras pesquisas devem focar no desenvolvimento de novas intervenções e na avaliação de sua eficácia em diferentes contextos e populações. Este estudo contribui para a formulação de políticas de saúde e práticas clínicas baseadas em evidências, destacando o papel essencial da medicina de família na gestão eficaz das DCNT.
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