Convulsão Febril em crianças: uma revisão abrangente de diagnóstico, manejo e prognóstico

Autores

  • Marina Pezzetti Sanchez Diogo Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos
  • Humberto Novais da Conceição Centro Universitário do Planalto Central Professor Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
  • Patrícia Jacques da Silva Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos
  • Ricardo Carvalho Bueno São Leopoldo Mandic, Campinas – SP
  • Letícia Barbosa Ferro Pace Unic
  • Emanuelle Ribeiro de Oliveira Universidade Federal do Mato Grosso
  • Luiz Eduardo Rangel de Araújo Escola Superior de Ciências da Saúde
  • Bruno Gonzaga Feitoza Hospital Geral e Maternidade Santo Antônio
  • Nayanne Deusdará Escobar Universidade de Gurupi
  • Marco Túlio Borges Sousa UBS José Francisco Dourado
  • Letícia Hikari Koshita Unicesumar
  • Suellen Maroco Cruzeiro Lombello Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares
  • Stefane Camargo de Oliveira Hospital Regional de Gurupi
  • Thífanny Alves Araújo Universidade de Gurupi

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n2p1995-2003

Palavras-chave:

Convulsão Febril, Crianças, Diagnóstico Clínico

Resumo

Convulsão febril (CF) pode ser definida como uma convulsão em crianças com idade entre 6 e 60 meses, com febre e que não apresentam infecção intracraniana, distúrbios metabólicos ou história prévia de convulsão afebril. Ela é a principal causa de convulsão em crianças e pelo menos 4% das crianças da América do Sul a desenvolverão. Nessa revisão de literatura buscaram-se estudos nos bancos de dados do PubMed, Scielo e LILACS. Foram utilizados os descritores “Seizures Febrile” e “convulsão febril”, obtendo-se 1902 estudos, dos quais 09 foram selecionados por abordarem melhor o tema escolhido e serem publicados em inglês ou português. A convulsão febril pode se manifestar a qualquer momento da doença febril, mas ela costuma ocorrer quando a criança atinge temperaturas superiores a 38ºC. Ela é classificada quanto ao tempo de duração, sendo que aquelas com menos de 10-15 minutos são consideradas simples e com mais tempo são as complexas, sendo estas mais prováveis de recorrerem e de necessitarem de internação e do uso de medicamentos para controle das crises. O diagnóstico é essencialmente clínico, mas deve-se realizar exames laboratoriais para definição da causa da febre e acompanhamento do paciente. Além disso, exames de imagem e eletroencefalografia devem ser feitos apenas em casos de comprometimento neuronal, o que é raro. A CF é uma condição muito frequente entre as crianças e que costuma ser benigna, mas que gera grande ansiedade nos cuidadores das crianças que acometidas, sendo papel do médico tranquilizá-los e explicar de forma clara sobre o bom prognóstico. 

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Referências

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Publicado

2024-02-23

Como Citar

Pezzetti Sanchez Diogo, M., Novais da Conceição, H., Jacques da Silva, P., Carvalho Bueno, R., Barbosa Ferro Pace, L., Ribeiro de Oliveira, E., Eduardo Rangel de Araújo, L., Gonzaga Feitoza, B., Deusdará Escobar , N., Túlio Borges Sousa, M., Hikari Koshita, L., Maroco Cruzeiro Lombello, S., Camargo de Oliveira , S., & Alves Araújo, T. (2024). Convulsão Febril em crianças: uma revisão abrangente de diagnóstico, manejo e prognóstico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(2), 1995–2003. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n2p1995-2003

Edição

Seção

Revisão Sistemática