QUADROS DE DELÍRIUM EM PACIENTES DE TERAPIA INTENSIVA E A ASSOCIAÇÃO COM SEDOANALGESIA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Autores

  • Amanda de Souza Maia Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Juliana Maria Alves Moraes Universidade de Rio Verde
  • Adriane Nunes Diniz Hospital de Clínicas de Porto Alegre
  • Lucas Vieira de Jesus Cláudio Universidade Evangélica de Goiás
  • Mariana Sardinha de Lisboa Pereira Universidade de Rio Verde
  • Isabela Jacomassi dos Santos UNIMAX
  • Guilherme Coelho da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Tauany Maria Ferraz Lopes Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Danilo Mendonça Linhares Faculdade Morgana Potrich
  • Pedro Henrique da Silva Andrade Universidade Federal de Uberlândia
  • João Paulo Ferreira Campos Universidade Federal de Uberlândia
  • José Henrique Pereira Nunes Caixeta Universidade Federal de Uberlândia
  • Lauany Silveira Naves Pinto Universidade Federal de Uberlândia
  • Olivia David Pacheco de Faria Rodrigues Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p1479-1491

Palavras-chave:

Hospitalar. Mental. Geriatria. Neurologia.

Resumo

O delírium é uma alteração do estado cognitivo e mental, de início súbito e usualmente reversível. Os sintomas característicos são alucinações, confusão mental e agitação. São diversos os fatores desencadeantes deste quadro, dentre eles, infecções, idade, abstinência de álcool e drogas, interações medicamentosas e até mesmo a internação em ambiente hospitalar. Existem 2 tipos de delírium, o hipoativo, que é encontrado na maioria dos casos, o paciente se encontra letárgico, prostado, associado principalmente ao idoso, difícil de ser diagnosticado, cursando assim, com um pior prognóstico. O outro tipo de delírium é o hiperativo, associado na grande maioria das vezes em pacientes que se encontram em abstinência de álcool e drogas, o mesmo se encontrará hipervigilante e agressivo, terá um diagnóstico bem explícito, o que contribuirá para a agilidade da introdução do tratamento. O objetivo deste estudo é estabelecer a relação do delirium em pacientes de terapia intensiva com o uso de sedoanalgesia e sugerir meios não farmacológicos que possuem um resultado significante e não invasivo para o tratamento dos pacientes que se encontram com delírum na terapia intensiva. Neste sentido, foi realizada uma revisão de literatura disponível nas bases de dados LILACS, PubMed, Scielo, sem restrição de data de publicação. Foi encontrado que o delirium é uma condição muito comum entre os pacientes hospitalizados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de forma que o uso de sedoanalgesia mostrou-se bastante associado à ocorrência de delírium, tendo as medidas não farmacológicas um melhor impacto no tratamento. Por fim, é recomendável que sejam conduzidas pesquisas adicionais no futuro, com o intuito de aprofundar nossa compreensão desse problema.

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Referências

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Publicado

2024-01-19

Como Citar

de Souza Maia, A., Maria Alves Moraes, J., Nunes Diniz, A., Vieira de Jesus Cláudio, L., Sardinha de Lisboa Pereira, M., Jacomassi dos Santos, I., Coelho da Silva, G., Maria Ferraz Lopes , T., Mendonça Linhares, D., Henrique da Silva Andrade, P., Ferreira Campos, J. P., Henrique Pereira Nunes Caixeta, J., Silveira Naves Pinto, L., & David Pacheco de Faria Rodrigues, O. (2024). QUADROS DE DELÍRIUM EM PACIENTES DE TERAPIA INTENSIVA E A ASSOCIAÇÃO COM SEDOANALGESIA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(1), 1479–1491. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p1479-1491

Edição

Seção

Revisão de Literatura