PREVALÊNCIA DO FORAME RETROTRANSVERSO EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL.

Autores

  • Larissa Luana Lopes Lima Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Maria Lúcia Alves Rodrigues Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Tarsila Meneses de Lacerda Barros Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Raul Medeiros de Siqueira Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Rossana Pires Rodrigues dos Santos Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Mylena da Silva Cunha Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Vinícius Costa Figueiredo Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Francinaldo Andrade de Lacerda Filho Graduandos da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Erasmo de Almeida Júnior Docentes da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)
  • Émerson de Oliveira Ferreira Docentes da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p1523-1532

Palavras-chave:

prevalência, forame retrotransverso, atlas.

Resumo

Em Anatomia, variação anatômica é um desvio da morfologia normal de um órgão ou estrutura de um indivíduo, e dentre as diversas variações anatômicas, observamos algumas na primeira vértebra cervical, como a presença do forame retrotransversal. Assim sendo, no presente estudo, pretendemos descrever a prevalência deste forame, tanto bilateral como unilateral em uma Coleção Osteológica da Região Nordeste do Brasil. Para o nosso estudo foram utilizadas 231 vértebras atlas secas de adultos, sendo 80 do sexo feminino e 151 do sexo masculino. Todas as vértebras pertencem ao acervo do Centro de Antropologia Forense da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina, localizada no Estado de Pernambuco, Brasil. Para coleta dos dados, foi utilizado o método de abordagem indutivo com técnica de observação sistemática e direta para coleta dos dados e procedimento descritivo para análise dos mesmos. De acordo com os dados obtivemos os seguintes resultados. Com relação a amostra total (n=231), verificamos a ausência do forame retrotransversal em 150 vértebras, representando 65% dos casos. Em 40 vértebras (17,3%) encontramos o forame na forma bilateral. O forame unilateral direito apareceu em 20 casos (8,7%) e do lado esquerdo em 21 vértebras, representando 9,1% dos casos. A presença deste forame na forma bilateral foi mais frequente no sexo feminino (18,8%) do que no masculino (16,6%). Devido à grande importância desta estrutura para a clínica, faz-se necessário novos estudos em nossa população para identificação dessas variações.

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Referências

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Publicado

2023-10-22

Como Citar

Lima, L. L. L., Rodrigues, M. L. A., Barros, T. M. de L., Siqueira, R. M. de, Santos, R. P. R. dos, Cunha, M. da S., Figueiredo, V. C., Filho, F. A. de L., Júnior, E. de A., & Ferreira, Émerson de O. (2023). PREVALÊNCIA DO FORAME RETROTRANSVERSO EM UMA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(5), 1523–1532. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p1523-1532

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Artigo Original