O Perfil epidemiológico de neoplasia maligna de pele na região Sul nos últimos 10 anos

Autores

  • Beatriz Bernardi Mollo PUC-Campinas
  • Anna Carolina Orsini Arman PUC-Campinas

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p404-415

Palavras-chave:

Neoplasias de pele, Epidemiologia, Hospitalização.

Resumo

Introdução: O câncer de pele é o tipo de neoplasia maligna mais prevalente no Brasil, correspondendo a aproximadamente 30% dos casos de tumores malignos registrados. Na região Sul, a população predominantemente caucasiana, composta por indivíduos de pele clara e fototipos baixos, configura-se como um grupo de maior vulnerabilidade à doença. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e quantitativo, sobre as internações relacionadas à neoplasia maligna da pele na região Sul, abrangendo o período de janeiro de 2014 a dezembro de 2024. As informações foram obtidas em janeiro de 2025, utilizando o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), acessado por meio do Departamento de Informações e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram selecionadas variáveis como região/unidade de federação, ano de processamento, faixa etária, sexo, cor/raça, caráter de atendimento e valor total da internação. Os dados foram compilados e analisados no Excel 2010. Resultados e discussão: Observou-se 27.901 internações no Sul neste período e 80.485 no Brasil, com aumento gradual até 2017, seguidas de pequenas oscilações e um pico em 2022. A maior concentração de internações ocorreu nas faixas etárias acima de 60 anos, havendo distribuição relativamente equilibrada entre homens e mulheres. Em relação aos custos, registrou-se tendência crescente tanto no Brasil quanto na região Sul, sugerindo elevação progressiva nos gastos com diagnóstico e tratamento de neoplasia cutânea. Conclusão: Os achados reforçam a necessidade de investimento em medidas de prevenção e detecção precoce, especialmente entre grupos populacionais mais vulneráveis, como idosos e indivíduos de pele clara. Estratégias de conscientização sobre fotoproteção e acesso facilitado ao diagnóstico precoce podem reduzir a morbidade e a mortalidade associadas à neoplasia maligna de pele.

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Publicado

2025-04-08

Como Citar

Bernardi Mollo, B., & Orsini Arman , A. C. (2025). O Perfil epidemiológico de neoplasia maligna de pele na região Sul nos últimos 10 anos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(4), 404–415. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p404-415