Resumo
Este estudo realiza uma revisão da literatura sobre saúde infantil, políticas públicas e mortalidade infantil, com ênfase no papel da Atenção Primária à Saúde (APS). A metodologia adotada envolveu a busca por artigos em bases de dados científicas, resultando inicialmente em 673 artigos, dos quais 650 foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão, deixando 23 para análise inicial. Após a leitura completa, 13 estudos foram descartados, resultando em 10 artigos que compuseram o corpus final de análise. A análise desses estudos permitiu identificar os avanços e desafios das políticas públicas nos últimos 10 anos, com foco na promoção do aleitamento materno, continuidade do cuidado infantil e redução da mortalidade evitável. Os resultados evidenciaram progressos significativos no acesso e qualidade do atendimento, mas também ressaltaram obstáculos persistentes, especialmente nas regiões mais vulneráveis do Brasil. A escassez de recursos e as desigualdades sociais continuam a impactar diretamente as condições de saúde das crianças, dificultando a efetividade das políticas públicas. Para garantir saúde infantil de qualidade e equitativa, é fundamental consolidar as políticas existentes, garantir seu acesso universal, melhorar a infraestrutura de saúde e promover a integração entre os setores. Esse esforço é essencial para oferecer a todas as crianças, especialmente as em situações de maior vulnerabilidade, a oportunidade de um desenvolvimento saudável e pleno.
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