ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM UM CENTRO OBSTÉTRICO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p640-647Palavras-chave:
Acolhimento, Classificação de Risco, Centro Obstétrico, Enfermagem Obstétrica, Assistência Materno-Infantil, Humanização do Parto.Resumo
O acolhimento com classificação de risco em centros obstétricos é uma estratégia fundamental para garantir um atendimento seguro, ágil e humanizado às gestantes, parturientes e puérperas. Esse modelo de triagem possibilita a identificação precoce de condições que exigem intervenção imediata, reduzindo complicações materno-fetais e otimizando a alocação dos recursos assistenciais. O objetivo deste estudo é analisar a importância dessa abordagem na qualidade da assistência obstétrica, destacando seus benefícios, desafios e impacto na segurança materno-infantil. Os resultados da revisão da literatura evidenciam que a implementação de protocolos padronizados de classificação de risco melhora a eficiência do atendimento e reduz o tempo de espera para casos graves. Estudos apontam que a atuação do enfermeiro nesse processo é essencial para garantir uma triagem adequada, permitindo que gestantes em situação de urgência sejam rapidamente encaminhadas para o atendimento especializado. No entanto, desafios como a falta de capacitação profissional, a escassez de recursos e a sobrecarga dos serviços de saúde comprometem a efetividade dessa estratégia. Além disso, a ausência de padronização dos critérios de risco pode levar a erros na priorização dos atendimentos, impactando negativamente os desfechos maternos e neonatais. Conclui-se que o acolhimento com classificação de risco tem um impacto significativo na qualidade da assistência obstétrica, promovendo maior segurança e humanização no atendimento às gestantes. Para que sua implementação seja eficaz, é necessário o fortalecimento da capacitação profissional, a estruturação dos serviços de saúde e o desenvolvimento de políticas públicas que garantam a padronização dos protocolos de triagem. Dessa forma, essa estratégia pode contribuir significativamente para a redução da morbimortalidade materna e neonatal, assegurando um cuidado mais eficiente e acessível às mulheres.
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