AVALIAÇÃO RÁPIDA E INTERVENÇÃO EM CASOS DE AVC AGUDO: ESTRATÉGIAS PARA OTIMIZAR O TRATAMENTO EMERGENCIAL.

Autores

  • Larissa Maria Farias de Amorim Lino Universidade de Pernambuco (UPE)
  • Maria Eduarda Bezerra do Nascimento Centro Universitário Fametro
  • Luanne Costa Oliveira Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS
  • Sandro Pinheiro da Costa Docente no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), Teresópolis, RJ
  • Ana Claudia Rodrigues da Silva Docente da Escola Superior de Ciências da Saúde
  • Rafael Orige Silva Estácio de Sá - IDOMED CITTÁ
  • Sara Barbosa de Santana Oliveira Universidade Federal de Pernambuco
  • Gebes Vanderlei Parente Santos Ufam
  • Maryane Francisca Araújo de Freitas Cavalcante UNINOVAFAPI
  • Jayane Thayssa Marques Correia centro acadêmico de Vitória de Santo Antão
  • Ana Paula Silva de Arruda Universidade Federal de Pernambuco- Campus Vitória de Santo Antão ( CAV)
  • Elter Alves Faria Faculdade MAUÁ-GO

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n1p946-955

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral; Tratamento; Reabilitação.

Resumo

A avaliação rápida e a intervenção em casos de acidente vascular cerebral (AVC) agudo são essenciais para melhorar os desfechos clínicos, dada a gravidade e a alta incidência dessa condição, que é a segunda principal causa de morte global e a principal de incapacidade permanente. O AVC isquêmico, causado pela obstrução do fluxo sanguíneo cerebral, e o hemorrágico, decorrente da ruptura de vasos sanguíneos, demandam diagnósticos precisos e intervenções específicas. Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar estratégias para otimizar o manejo emergencial de pacientes com AVC, considerando a importância de diagnósticos rápidos, técnicas terapêuticas avançadas e a atuação de equipes multidisciplinares. Os resultados evidenciam que a trombólise intravenosa com ativador tecidual de plasminogênio recombinante (tPA) é eficaz para o AVC isquêmico dentro da janela de 4,5 horas, enquanto a trombectomia endovascular mostra superioridade em casos de oclusão de grandes artérias. Entretanto, há desafios na implementação dessas terapias, incluindo a necessidade de diagnóstico rápido por meio de neuroimagem, como tomografia e ressonância magnética, e a limitação de acesso a tratamentos avançados em algumas regiões. O manejo do AVC hemorrágico exige controle rigoroso da pressão arterial, intervenções neurocirúrgicas e monitoramento intensivo. As discussões apontam para a relevância do treinamento contínuo das equipes de emergência, a utilização de protocolos padronizados e a ampliação do acesso aos centros especializados como formas de reduzir os impactos socioeconômicos e melhorar os índices de recuperação funcional. Conclui-se que o tratamento emergencial do AVC depende da integração de diagnóstico rápido, terapias avançadas e equipes capacitadas, sendo fundamental a implementação de políticas públicas que ampliem o acesso às tecnologias de imagem e aos tratamentos especializados. A reabilitação precoce também desempenha um papel essencial na redução de complicações a longo prazo e na reintegração dos pacientes à vida social e produtiva. O aprimoramento contínuo das estratégias de manejo pode reduzir significativamente as taxas de mortalidade e incapacidades associadas ao AVC, promovendo uma melhora substancial na saúde pública.

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Biografia do Autor

Larissa Maria Farias de Amorim Lino , Universidade de Pernambuco (UPE)

Enfermeira formada pela Universidade de Pernambuco (UPE)

Maria Eduarda Bezerra do Nascimento , Centro Universitário Fametro

Graduanda em Enfermagem 

Luanne Costa Oliveira, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS

Enfermeira 

Sandro Pinheiro da Costa, Docente no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), Teresópolis, RJ

Farmácia

Docente no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), Teresópolis, RJ, 

Graduado em farmácia, Msc em Ciência e Tecnologia Farmacêutica, Doutorando em Ciências Farmacêuticas, UFRJ

Rafael Orige Silva, Estácio de Sá - IDOMED CITTÁ

Acadêmico de medicina

Sara Barbosa de Santana Oliveira , Universidade Federal de Pernambuco

Enfermagem 

Gebes Vanderlei Parente Santos, Ufam

Medicina 

Maryane Francisca Araújo de Freitas Cavalcante , UNINOVAFAPI

Enfermagem 

Jayane Thayssa Marques Correia, centro acadêmico de Vitória de Santo Antão

Enfermagem

UFPE Cav (centro acadêmico de Vitória de Santo Antão)

Ana Paula Silva de Arruda , Universidade Federal de Pernambuco- Campus Vitória de Santo Antão ( CAV)

Enfermagem 

Universidade Federal de Pernambuco- Campus Vitória de Santo Antão ( CAV)

Elter Alves Faria , Faculdade MAUÁ-GO

Enfermeiro com mestrado internacional em  ciências da educação.

Faculdade MAUÁ-GO 

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Publicado

2025-01-30

Como Citar

Lino , L. M. F. de A., Bezerra do Nascimento , M. E., Costa Oliveira, L., Pinheiro da Costa, S., Rodrigues da Silva , A. C., Orige Silva, R., Barbosa de Santana Oliveira , S., Vanderlei Parente Santos, G., Francisca Araújo de Freitas Cavalcante , M., Thayssa Marques Correia, J., Silva de Arruda , A. P., & Alves Faria , E. (2025). AVALIAÇÃO RÁPIDA E INTERVENÇÃO EM CASOS DE AVC AGUDO: ESTRATÉGIAS PARA OTIMIZAR O TRATAMENTO EMERGENCIAL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(1), 946–955. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n1p946-955