Microbioma oral de pacientes em unidade de terapia intensiva: revisão de literatura

Autores

  • Natália Alves de Queiróz Centro Universitário de Patos de Minas https://orcid.org/0000-0002-4507-6741
  • Ana Clara Sousa Magalhães Centro Universitário de Patos de Minas
  • Joyce Gabrielly Barbosa Galvão Centro Universitário de Patos de Minas
  • Vitória de Oliveira Rodrigues Centro Universitário de Patos de Minas
  • Thiago de Amorim Carvalho Centro Universitário de Patos de Minas https://orcid.org/0000-0003-1153-0931

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n4p1847-1856

Palavras-chave:

Odontologia, Unidade de terapia intensiva, Equipe hospitalar de odontologia, Microbioma

Resumo

O conhecimento dos microrganismos mais prevalentes e os protocolos de controle dos mesmos são fundamentais para o cuidado integral do paciente em terapia intensiva. O objetivo deste trabalho foi determinar os principais patógenos que compõem o microbioma oral de pacientes em terapia intensiva. Foi realizada uma revisão da literatura nas bases de dados Pubmed e Scielo. Os descritores utilizados foram “nosocomial pneumonia” AND “oral cavity” e “oral microbioma” AND “ICU”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos 10 anos. A literatura cinzenta foi excluída. Após aplicação dos critérios, 7 artigos foram selecionados para esta revisão. Mais de 500 tipos de bactérias já foram descritos na cavidade oral, sendo aproximadamente 22 classificadas como dominantes. Dentre as principais bactérias destaca-se: Pseudomonas aeruginosa, S. aureus, Acinetobacter spp, Klebsiella spp, Enterobacter spp, S. pneumoniae, E. coli, Klebsiella pneumoniae e Enterococcus faecalis. São encontradas variações de espécies entre pacientes dentados e edêntulos. A coincidência microbiológica é alta entre biofilme dental e vias aéreas inferiores. Outros microrganismos podem estar presentes no microbioma oral como é o caso do Redondoviridae, associado tanto à periodontite quanto à insuficiência respiratória e Candida albicans. Em vista da diversidade de patógenos, o agente de limpeza deve ter amplo espectro, como poucos efeitos colaterais para o paciente. A literatura demonstra que os patógenos orais mais frequentes em pacientes críticos são bactérias gram-negativas e Staphylococcus aureus. O digluconato de clorexidina 0,12% tem se mostrado o padrão ouro para a limpeza da cavidade oral em pacientes nesses ambientes, devido ao amplo espectro e substantividade.

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Biografia do Autor

Natália Alves de Queiróz , Centro Universitário de Patos de Minas

Acadêmica de graduação em Odontologia. Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Patos de Minas, MG, Brasil. Grupo de Estudos em Odontologia Hospitalar - Projeto Hospital Sorridente/ UNIPAM.

Ana Clara Sousa Magalhães, Centro Universitário de Patos de Minas

Acadêmica de graduação em Odontologia. Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Patos de Minas, MG, Brasil. Grupo de Estudos em Odontologia Hospitalar - Projeto Hospital Sorridente/ UNIPAM.

Joyce Gabrielly Barbosa Galvão, Centro Universitário de Patos de Minas

Acadêmica de graduação em Odontologia. Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Patos de Minas, MG, Brasil. Grupo de Estudos em Odontologia Hospitalar - Projeto Hospital Sorridente/ UNIPAM.

Vitória de Oliveira Rodrigues, Centro Universitário de Patos de Minas

Acadêmica de graduação em Odontologia. Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Patos de Minas, MG, Brasil. Grupo de Estudos em Odontologia Hospitalar - Projeto Hospital Sorridente/ UNIPAM.

Thiago de Amorim Carvalho, Centro Universitário de Patos de Minas

Docente adjunto do curso  de graduação em Odontologia. Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), Patos de Minas, MG, Brasil. Coordenador do Grupo de Estudos em Odontologia Hospitalar - Projeto Hospital Sorridente/ UNIPAM.

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Publicado

2023-09-13

Como Citar

Queiróz , N. A. de, Magalhães, A. C. S., Galvão, J. G. B., Rodrigues, V. de O., & Carvalho, T. de A. (2023). Microbioma oral de pacientes em unidade de terapia intensiva: revisão de literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(4), 1847–1856. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n4p1847-1856

Edição

Seção

Revisão de Literatura