Perfil Epidemiológico das Arboviroses no Período de 2019 a 2022 no Estado do Maranhão, Brasil.

Autores

  • Maria Fernanda Sousa Linhares Universidade Ceuma https://orcid.org/0000-0001-5432-093X
  • Augusto César Vasconcelos Coelho da Silva Universidade Ceuma
  • Beatriz Aparecida Gomes Lindoso Universidade Ceuma https://orcid.org/0000-0002-1834-0252
  • Catarina Gomes Chaves Universidade Ceuma
  • Davi Antonio Azevedo Duailibe Universidade Ceuma https://orcid.org/0009-0007-8366-9381
  • Giovana Matos Pereira Universidade Ceuma
  • Isadora Marçal Barbosa Fernandes Universidade Ceuma
  • Jamylle Layna Paiva Campos Duarte Universidade Ceuma https://orcid.org/0009-0004-0330-8622
  • Lucas Hewitson Froes Santos Universidade Ceuma
  • Maria Clara Costa Barroso Maia Universidade Ceuma
  • Maria Eduarda de Carvalho Penha Carneiro Universidade Ceuma
  • Matheus Neves Araújo Universidade Ceuma
  • Natália Murad Schmitt Universidade Ceuma
  • Raphaela Maria Costa Grijó https://orcid.org/0000-0002-2356-2247
  • Sanderson Victor Brasil da Silva Universidade Ceuma
  • Vitor Castro dos Santos Universidade Ceuma
  • Wilson Cesar Gomes Moraes

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n1p2802-2812

Palavras-chave:

Arboviroses, Diagnóstico, Epidemiologia

Resumo

No Brasil, os arbovírus são uma causa de preocupação para a saúde pública, com impactos clínicos, econômicos e sociais, seu controle representa um grande desafio. As principais arboviroses que acometem não só o Maranhão, mas o Brasil, são a Dengue, a Zika e a Chikungunya, as três possuem o mesmo vetor de transmissão (Aedes Aegypti), e um quadro clínico semelhante, sendo difícil diferenciá-las. Para o desfecho favorável dessas doenças, o diagnóstico e tratamento precoce são imprescindíveis. O objetivo desse trabalho é conhecer o perfil epidemiológico das arboviroses Dengue, Zika e Chikungunya no Maranhão, comparando os achados entre as doenças. Trata-se de um estudo observacional transversal, com abordagem quantitativa. Foram coletados dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Os dados mostraram que no Maranhão, entre 2019 e 2022, foram notificados 17.006 casos de Dengue, 4.978 de Chikungunya e 2.081 de Zika Vírus. O percentual de cura da Dengue, Chikungunya e Zika foi de 69,86%, 72,96% e 72,13%, respectivamente. As arboviroses causaram 30 óbitos, sendo 80% devido à Dengue. Para o diagnóstico, o critério clínico-epidemiológico foi o mais utilizado na Dengue (50,39%), e o laboratorial na Chikungunya (40,68%) e na Zika (59,44%). As informações supracitadas mostram que os anos com maior notificação foram os de 2019 e 2022, provavelmente devido à pandemia de COVID-19 que demandou maior atenção do serviço de saúde e manteve a população isolada em casa. Ademais, evidenciamos que as arboviroses evoluem majoritariamente com a cura, sendo a maior mortalidade na Dengue.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Almeida, L. S., Cota, A. L. S., & Rodrigues, D. F.. (2020). Saneamento, Arboviroses e Determinantes Ambientais: impactos na saúde urbana. Ciência & Saúde Coletiva, 25(10), 3857–3868. https://doi.org/10.1590/1413-812320202510.30712018

Almeida, M. S. L. (2022). Ocorrência das arboviroses: Dengue, Chikungunya e Zika relacionadas ao Aedes aegypti L. durante a estação chuvosa em um município do Maranhão (Dissertação de mestrado). Universidade de Taubaté, Departamento de Ciências Agrárias. Recuperado de: http://repositorio.unitau.br/jspui/handle/20.500.11874/5971

Brasil, 2024. Ministério da Saúde. Arboviroses. Recuperado de: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses

Donalisio, M. R., Freitas, A. R. R., & Zuben, A. P. B. V.. (2017). Arboviruses emerging in Brazil: challenges for clinic and implications for public health. Revista De Saúde Pública, 51, 30. https://doi.org/10.1590/S1518-8787.2017051006889

DOS SANTOS, N. R., et al. A evolução de casos de arboviroses Dengue, Chikungunya e Zika Vírus no brasil entre 2018 e 2020. The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 26, p. 101956, 2022.

GONZAGA, D. M. I. S., et al.Perfil ecoepidemiológico das arboviroses Dengue, Zika e Chikungunya no estado de Mato Grosso do Sul, de 2015 a 2021. Revista científica da escola estadual de saúde pública de Goiás" cândido santiago", v. 10, p. 1-27 10a0, 2024.

Guimarães, E. G. S., Fontana, R. S., Nascimento, L. L., Moreira, V. de F. P., & Schimin, M. A. (2024). O perfil epidemiológico de Dengue em Goiás, Brasil, entre 2014 e 2024. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(3), 1475–1486. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n3p1475-1486

Lettry, T. C. R. N., Tobias, G. C., & Teixeira, C. C. (2021). EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF DENGUE IN SENADOR CANEDO - GOIÁS, BRAZIL. Revista Uningá, 58, eUJ3722. https://doi.org/10.46311/2318-0579.58.eUJ3722

LIMA, M., & LIMA, M. I. F. D. (2023). Perfil epidemiológico da dengue na região Nordeste: 2016-2022. O Cuidado em Saúde Baseado em Evidências, 1, 162-170. Recuperado de: https://downloads.editoracientifica.com.br/articles/221211604.pdf

Lisboa, T. R., Serafim, I. B. M., Serafim, J. C. M., Ramos, A. C., do Nascimento, R. M., & Roner, M. N. B. (2022). Relação entre incidência de casos de arboviroses e a pandemia da COVID-19. Interdisciplinary Journal of Applied Science, 6(10), 31-36.

MASCARENHAS, M. D. M., Batista, F. M. de A., Rodrigues, M. T. P., Barbosa, O. de A. A., & Barros, V. C. Ocorrência simultânea de COVID-19 e dengue: o que os dados revelam?Cadernos De Saúde Pública, 36(6), e00126520, 2020.

Pereira, C. F., Duarte, I. A., de Faria, I. R., & e Silva, J. L. de M. (2024). Perfil epidemiológico da dengue em Minas Gerais entre os anos de 2014 e 2023 na perspectiva do SUS. Brazilian Journal of Health Review, 7(1), 4345–4353. https://doi.org/10.34119/bjhrv7n1-351

Pereira, E. D. A., Carmo, C. N. do., Araujo, W. R. M., & Branco, M. dos R. F. C. (2024). Spatial distribution of arboviruses and its association with a social development index and the waste disposal in São Luís, state of Maranhão, Brazil, 2015 to 2019. Revista Brasileira De Epidemiologia, 27, e240017. https://doi.org/10.1590/1980-549720240017

SINAN, Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Ministério da Saúde, DataSUS, 2023.

SINAN, Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Ministério da Saúde, DataSUS, 2024.

Downloads

Publicado

2025-01-28

Como Citar

Sousa Linhares, M. F., Vasconcelos Coelho da Silva , A. C., Gomes Lindoso, B. A., Gomes Chaves, C., Azevedo Duailibe, D. A., Matos Pereira, G., Marçal Barbosa Fernandes, I., Paiva Campos Duarte, J. L., Hewitson Froes Santos, L., Costa Barroso Maia, M. C., de Carvalho Penha Carneiro, M. E., Neves Araújo, M., Murad Schmitt, N., Costa Grijó, R. M., Brasil da Silva, S. V., Castro dos Santos, V., & Gomes Moraes, W. C. (2025). Perfil Epidemiológico das Arboviroses no Período de 2019 a 2022 no Estado do Maranhão, Brasil. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(1), 2802–2812. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n1p2802-2812