Análise Epidemiológica da Insuficiência Cardíaca no Brasil: Distribuição Regional, Impactos e Desafios no Período de 2014 a 2024.
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n1p1434-1447Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca; Epidemiologia; Internações; Desigualdade RegionalResumo
Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica, na qual o coração é incapaz de bombear sangue de forma atender às necessidades metabólicas tissulares, ou pode fazê-lo somente com elevadas pressões de enchimento. A IC é uma complicação grave, geralmente progressiva e irreversível, que pode comprometer a maioria dos pacientes cardíacos. Objetivo: O artigo objetiva trazer uma análise epidemiológica, da distribuição e impactos da Insuficiência Cardíaca no Brasil e nas suas macrorregiões, no período de janeiro de 2014 a junho de 2024. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, retrospectivo com abordagem quantitativa e temporal, com dados referentes à prevalência e impactos das internações no período de 2014 a 2024, nas cinco regiões brasileiras. Resultados: Foram registradas 2.105.962 internações por Insuficiência Cardíaca (IC) no Brasil. A Região Sudeste apresentou o maior número de casos, com 885.365 internações (42%), seguida pelas regiões Nordeste (22,8%) e Sul (22,4%). Tais regiões, ainda se destacaram pelo maior número de óbitos, onde a região sudeste apresentou 46% de óbitos, seguida pelo Nordeste (22%) e Sul (19%), totalizando 239.704 mortes no período. A média de permanência hospitalar variou entre as regiões, sendo mais elevada no Nordeste (8,3 dias) e mais baixa no Centro-Oeste (6,3 dias), o que ressalta a possibilidade de desigualdades no acesso e qualidade dos serviços de saúde. A análise por faixa etária revelou que 87,9% das internações ocorreram em indivíduos com 50 anos ou mais, com destaque para aqueles com 80 anos ou mais. Quanto à distribuição por raça/cor, a população branca apresentou o maior número de internações e em relação ao sexo houve predominância do sexo masculino. Conclusão: A mortalidade causada pela IC está constantemente associada aos indicadores individuais, sociais, econômicos e de serviços de saúde. Portanto, a síndrome de IC tem diferentes aspectos epidemiológicos e regionais, principalmente, na diversidade da etiopatogenia. Nesse sentido, há necessidade de melhoria na qualidade assistencial e maiores ações por parte do governo para conscientizar a população sobre como prevenir a IC e como tratar corretamente o aparecimento desta enfermidade.
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