Resumo
Introdução:O Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha um papel fundamental na oferta de cirurgias do aparelho digestivo, órgãos anexos e parede abdominal, essenciais para o manejo de doenças de alta morbidade. Este estudo analisa o volume de internações e os custos associados a esses procedimentos entre 2021 e 2024, abordando também desigualdades regionais e eficiência no uso dos recursos. A disparidade no acesso entre regiões do Brasil é um ponto crítico que reforça a importância de políticas públicas voltadas à equidade.Metodologia:Realizou-se um estudo descritivo e analítico com abordagem quantitativa, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Foram avaliados o número de internações e os custos associados às cirurgias do aparelho digestivo no período de 2021 a outubro de 2024. O custo médio por internação foi calculado e analisado por ano e região. Os dados foram extraídos do DATASUS e complementados com literatura relevante.Resultados:Entre 2021 e 2024, foram realizadas 2.704.304 internações, com um custo total de R$ 3.395.603.431,75. O custo médio por internação variou ao longo dos anos, sendo menor em 2022 devido ao maior volume de atendimentos, mas apresentou aumento em 2023 e 2024. Regionalmente, o Sudeste concentrou a maior parte das internações e custos, enquanto as regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores números, evidenciando desigualdades no acesso.Conclusão:O aumento no número de internações e nos custos totais reflete mudanças na demanda e na complexidade dos atendimentos. A disparidade regional demonstra a necessidade de políticas públicas que promovam maior equidade na alocação de recursos e acesso aos serviços de saúde. Estudos futuros devem aprofundar a análise das tendências e avaliar o impacto de intervenções voltadas à eficiência e sustentabilidade do SUS.
Referências
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