DESCARTE DE MEDICAMENTOS VENCIDOS E NÃO UTILIZADOS: ESTUDO SOBRE A CONSCIENTIZAÇÃO DOS PACIENTES
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n12p2203-2221Palavras-chave:
MEDICAMENTOS, Automedicação, DESCARTE, ARMAZENAMENTO, DATA DE VALIDADEResumo
As práticas de automedicação e armazenamento de medicamentos em residências estão profundamente enraizadas na rotina das pessoas. A automedicação é frequentemente utilizada como resposta imediata para o alívio de sintomas, enquanto o armazenamento de medicamentos em casa é uma precaução para possíveis emergências de saúde. Dessa forma, muitos medicamentos acabam ultrapassando a data de validade enquanto estão armazenados e precisam ser descartados. Este trabalho teve como objetivo analisar a conscientização de pacientes e o descarte, por parte destes, de medicamentos com data de validade expirada. O estudo referiu-se a uma pesquisa quantitativa, exploratória e transversal, por meio de revisão bibliográfica e aplicação de questionário a 100 pessoas que fazem uso de medicação sem prescrição médica e armazenam medicamentos em casa. Destes participantes, a maioria se automedica raramente (53%), sendo os analgésicos a classe de medicamentos mais utilizada (87%) e a maioria os armazena em local seco e fresco (56%). Além disso, a maioria dos participantes sempre verifica a data de validade dos medicamentos antes de fazerem uso dos mesmos (64%), conhece os riscos do uso de medicamentos após a data de validade (60%) e descarta medicamentos vencidos no lixo comum (60%). Por fim, metade dos participantes conhece os riscos ambientais e à saúde do descarte inadequado de medicamentos (50%). Conclui-se que, apesar de muitos participantes conhecerem os riscos associados ao descarte inadequado de medicamentos, a prática inadequada ainda é comum, o que sugere uma desconexão entre o conhecimento e as práticas reais.
Downloads
Referências
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, M. S. P. et al. Perfil, prevalência e percepção de estudantes do ensino médio sobre a prática da automedicação. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 11, n. 8, p. 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/31143. Acesso em: 06 jul. 2024.
BERNARDES, H. C. et al. Perfil epidemiológico de automedicação entre acadêmicos de medicina de uma universidade pública brasileira. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 4, p. 8631–8643, 2020. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/13482. Acesso em: 02 jul. 2024.
BORGES, R. M. et al. Uso de filtros de carvão ativado granular associado a microrganismos para remoção de fármacos no tratamento de água de abastecimento. Revista Engenharia Sanitária e Ambiental, v. 21, n. 4, p.1-13, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/esa/a/qShs6gCcN46bLKrnCB9Ljkr/. Acesso em: 05 jan. 2024.
BRASIL. Decreto nº 10.388, de 05 de junho de 2020. Regulamenta o § 1º do caput do art. 33 da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, e institui o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, de uso humano, industrializados e manipulados, e de suas embalagens após o descarte pelos consumidores. Brasília: Diário Oficial da União, 2020. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10388.htm#:~:text=URL%3A%20https%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.br%2Fccivil_03%2F_Ato2019. Acesso em: 08 jun. 2024.
BRASIL. Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei n 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União, 2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm. Acesso em: 05 jan. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
CONRAD, G. S. et al. Percepção de Atendentes de Farmácias Sobre os Riscos da Automedicação. Revista Contexto & Saúde, v. 23, n. 47, 2023. DOI: http://dx.doi.org/10.21527/2176-7114.2023.47.13431
CONSTANTINO, V. M. et al. Estoque e descarte de medicamentos no domicílio: uma revisão sistemática. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 2, p. 585-594, fev. 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/QNX5ZwCxmDmSC7rjX8mRJtJ/?lang=pt. Acesso em: 11 jan. 2024.
DOMINGUES, P. H. F. et al. Prevalência e fatores associados à automedicação em adultos no Distrito Federal: estudo transversal de base populacional. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 26, n. 2, p. 319-330, abr.-jun. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ress/a/FD7s5rP6RwrhLqLVBThgGQR/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 10 jul. 2024.
FERNANDES, M. R. et al. Armazenamento e descarte dos medicamentos vencidos em farmácias caseiras: problemas emergentes para a saúde pública. Einstein, São Paulo, v. 18, p. 1-6, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/eins/a/FZhGMt4PRwvRmZXxshxbJks/abstract/?lang=pt. Acesso em: 11 jan. 2024.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 8 ed. São Paulo: Atlas, 2017.
MELO, J. R. R. et al. Automedicação e uso indiscriminado de medicamentos durante a pandemia da COVID-19. Caderno Saúde Pública, v. 37, n. 4, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/tTzxtM86YwzCwBGnVBHKmrQ. Acesso em: 07 jul. 2024.
MORRETTO, A. C. et al. Descarte de medicamentos: como a falta de conhecimento da população pode afetar o meio ambiente. Brazilian Journal of Natural Sciences, v. 3, n. 3, p. 442-456, nov. 2020. Disponível em: https://bjns.com.br/index.php/BJNS/article/view/121/102. Acesso em: 12 jan. 2024.
OMS - Organização Mundial de Saúde. O Papel do Farmacêutico no Autocuidado e na Automedicação: Relatório do 4º Grupo Consultivo da OMS sobre o Papel do Farmacêutico Haia. Geneva: OMS, 1998. Disponível em: https://iris.who.int/handle/10665/65860. Acesso em: 08 jan. 2024.
RAMOS, H. M. P. et al. Descarte de medicamentos: uma reflexão sobre os possíveis riscos sanitários e ambientais. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 20, n. 4, p. 149-174, out./dez. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/asoc/a/648TQV9twSrPLBNdRhXpYWR/?lang=pt. Acesso em: 07 jan. 2024.
RODRIGUES, I. C. G.; GARCIA, I. F.; SANTOS, V. L. P.; RIBAS, J. L. C. Contaminação ambiental decorrente do descarte de medicamentos: participação da sociedade nesse processo. Braz. J. of Develop., Curitiba, v.6, n.11, p. 86701-86714, nov. 2020. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/19653/15748. Acesso em: 12 jan. 2024.
SILVA, E. et al. Descarte de medicamentos e os impactos ambientais: uma revisão integrativa da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, v. 28, n. 4, p. 1113-1123, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/6wySXdYtDxp3vjcnxM8sWyH/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 12 jan. 2024.
TEIXEIRA, B.; FERREIRA, M. B. B.; CHAGAS, P. M. Informações sobre o armazenamento de medicamentos em casa. In: CONGRESSO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA FSG, 9., Caxias do Sul, RS, 27 a 30 set. 2021. Anais [...]. Caxias do Sul: FSG, 2021. p. 369-383.
VIEIRA, L. E.; ANDRADE, L. G. Percepção e comportamento dos pacientes em relação à automedicação: o papel do farmacêutico na orientação e educação. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, v. 10, n. 6, p. 220–230, 2024. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v10i6.14121
XAVIER, M. S. et al. Automedicação e o risco à saúde: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 225–240, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/22665. Acesso em: 10 jul. 2024.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Carina Aquino Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



