HANSENÍASE EM 2023: PANORAMA NACIONAL E DESAFIOS REGIONAIS NO BRASIL

Autores

  • Alyne Vasconcelos de Oliveira Faculdade Santa Rita de Cássia – IFASC
  • Manoela de Menezes Gomes Universidade Franciscana – UFN
  • Guilherme Nascimento Pereira Universidade Franciscana – UFN
  • Gabriela Hernandez Dumani Universidade Franciscana – UFN
  • Evellyn de Cássia Martins Rodrigues Universidade Federal do Pará – UFPA
  • Victor Fernando Bogado Arguello Universidade Federal de São João Del-Rei - UFSJ
  • Felipe Souza Guimarães Universidade Federal de São João Del-Rei – UFSJ
  • Débora Santos Câmara de Souza Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora – FCMS-JF
  • Gabriel Pereira da Silva de Mattos Centro Universitário Maria Milza – UNIMAM
  • Vinícius Augusto Alves da Silva Universidade Católica de Brasília – UCB
  • Diogo Tissot Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR
  • Geedson da Silva Pereira Faculdade Centro Universitário de Ciências e Tecnologia do Maranhão – UNIFACEMA
  • Pedro Alves de Andrade Universidade Salvador – Unifacs
  • Kethylin Nayari Macedo Pinto do Nascimento Centro Universitário de João Pessoa- UNIPÊ.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p3072-3081

Palavras-chave:

Hanseníase, Saúde Pública, Epidemiologia, Desigualdades Regionais, Perfil Demográfico

Resumo

A hanseníase é um sério problema de saúde pública no Brasil, causador de incapacidades e estigma. O país é o segundo em número absoluto de casos. Causada pelo Mycobacterium leprae, a doença está associada a condições socioeconômicas desfavoráveis e pode levar a sintomatologia na pele, nervos, cavidade oral, deformidades físicas e invalidez. Analisar a prevalência e o perfil epidemiológico da hanseníase nas regiões do Brasil em 2023. Estudo ecológico, retrospectivo, quantitativo e qualitativo com dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) do DATASUS, coletados em julho de 2024. Dados secundários públicos foram analisados conforme princípios éticos. Em 2023, foram registrados 7.734 novos casos. A prevalência foi maior nas regiões Nordeste e Norte. A maioria dos casos (96,02%) ocorreu em pessoas com 15 anos ou mais. Houve maior incidência em homens (57,81%) e entre pessoas de cor parda (60,72%). A forma clínica mais comum foi a dimorfa (51,25%). A hanseníase ainda é um grave problema no Brasil, com desigualdades na distribuição geográfica e demográfica. É crucial implementar estratégias de controle eficazes, focar em populações específicas e na forma clínica dimorfa, além de continuar com avanços tecnológicos e estratégias de tratamento e reabilitação.

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Publicado

2024-07-30

Como Citar

Oliveira , A. V. de, Gomes , M. de M., Pereira , G. N., Dumani , G. H., Rodrigues , E. de C. M., Arguello , V. F. B., Guimarães , F. S., Souza , D. S. C. de, Mattos , G. P. da S. de, Silva , V. A. A. da, Tissot , D., Pereira , G. da S., Andrade , P. A. de, & Nascimento , K. N. M. P. do. (2024). HANSENÍASE EM 2023: PANORAMA NACIONAL E DESAFIOS REGIONAIS NO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(7), 3072–3081. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p3072-3081