PREVALÊNCIA DO FORAME ESTERNAL NA COLEÇÃO OSTEOLÓGICA DE REFERÊNCIA DA FACULDADE DE MEDICINA DA FAP-ARARIPINA (PE) E SUA RELAÇÃO COM O DIMORFISMO SEXUAL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n6p1502-1511Palavras-chave:
prevalência, forame esternal, esternos, sexo.Resumo
O esqueleto humano pode apresentar diversas variações que ocasionalmente necessitam de distinção de uma variação patológica, o osso esterno é uma das partes com variações frequentes vistas em imagens, necropsias ou em esqueletos secos e uma das variações deste osso é a presença do forame esternal, localizado tanto no corpo como no processo xifoide ou em ambos. Este forame é uma variação anatômica que tem sido bem descrito nos aspectos morfológicos, risco de utilização inadequada na prática da acupuntura e nas complicações da punção através deste. O objetivo do nosso estudo foi analisar em uma Coleção Osteológica da Faculdade de Medicina da FAP-Araripina (PE), a prevalência deste forame, sua localização e relacionar sua presença com o dimorfismo sexual. Utilizamos uma amostra de 250 esternos secos de adultos, sendo 160 do sexo masculino e 90 do sexo feminino. Classificamos os esternos em quatro tipos de acordo com a presença ou não do forame esternal. Tipo 1, forame ausente; Tipo 2, forame presente no corpo; Tipo 3, forame presente no processo xifoide e Tipo 4, forame presente tanto no corpo como no processo xifoide. Após análise dos dados, obtivemos os seguintes resultados: em 92,8% dos esternos o forame esteve ausente (Tipo 1). O Tipo 2 foi encontrado em 3,6% dos casos, seguidos pelo Tipo 3 com 2,8% e o Tipo 4 com apenas 0,8%. No sexo masculino o forame esternal foi mais frequente. Diante do exposto, faz-se necessário a realização de mais estudos em nossa população, devido à grande área territorial do Brasil e a grande miscigenação existente.
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