Perspectivas atuais da enxaqueca: bases fisiopatológicas e terapêuticas.

Autores

  • Nayara Fernanda Amorim Madeiros Ribeiro Acadêmico de Medicina pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió
  • Paulo Vytor Cardoso Nobre Acadêmico de Medicina pela Universidade Federal de Alagoas
  • Ana Carolina Matiotti Mendonça Acadêmico de Medicina pela Universidade Tiradentes
  • Camille Motta Machado Acadêmico de Medicina pela Universidade Tiradentes
  • Alexandre Salomão de Braz Oliveira Acadêmico de Medicina pela Universidade Tiradentes
  • Gustavo Fonseca Medina Pereira Acadêmico de Medicina pela Universidade Tiradentes
  • Pedro Henrique Padilha da Cunha Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Clara Vitória Braz Lima de Oliveira Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Alícia Malta Brandão Nunes Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Maria Luísa Vieira Cuyabano Leite Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Celiany Rocha Appelt Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió
  • Katherine Pinaud Calheiros de Albuquerque Melo Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário de Maceió

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p1989-1999

Palavras-chave:

enxaqueca; fisiopatologia; tratamento; manejo

Resumo

Introdução: A enxaqueca é uma desordem neurológica crônica caracterizada por episódios recorrentes de dor de cabeça pulsátil, muitas vezes unilateral, associada a sintomas como náusea, vômito, fotofobia e fonofobia. Objetivo: Avaliar a fisiopatologia e o manejo da enxaqueca. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica que incluiu artigos originais e revisões sistemáticas em inglês e português, que abordaram os componentes fisiopatológicos e terapêuticos da enxaqueca, publicados entre 2012 e 2024, selecionados nas bases de dados PubMed, Scopus e SciELO. Após a seleção criteriosa, foram escolhidos 21 artigos para compor esta revisão bibliográfica. Resultados: A enxaqueca é um distúrbio neurológico caracterizado por fases distintas. Na fase premonitória, ocorre ativação hipotalâmica, resultando em sintomas como fotofobia, fadiga e aumento do apetite. A fase da aura é marcada pela depressão alastrante cortical, envolvendo despolarização neuronal e diminuição na atividade elétrica. Durante a fase da cefaleia, há ativação do sistema trigeminovascular, levando à liberação de neurotransmissores como CGRP, que amplificam a dor. O manejo da enxaqueca envolve terapia preventiva com medicamentos como propranolol, antidepressivos, toxina botulínica e o topiramato além de tratamentos agudos como triptanos e DHE. Considerações: A fisiopatologia é ampla e envolve múltiplos mecanismos. O tratamento envolve a terapia preventiva e abortiva que visam aliviar os sintomas durante os ataques. O gerenciamento eficaz da enxaqueca requer uma abordagem personalizada, levando em consideração a gravidade dos ataques, as comorbidades do paciente e a resposta individual aos diferentes tratamentos disponíveis.

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Publicado

2024-04-22

Como Citar

Fernanda Amorim Madeiros Ribeiro, N., Vytor Cardoso Nobre, P., Carolina Matiotti Mendonça, A., Motta Machado , C., Salomão de Braz Oliveira, A., Fonseca Medina Pereira , G., Henrique Padilha da Cunha, P., Vitória Braz Lima de Oliveira, C., Malta Brandão Nunes, A., Luísa Vieira Cuyabano Leite, M., Rocha Appelt, C., & Pinaud Calheiros de Albuquerque Melo, K. (2024). Perspectivas atuais da enxaqueca: bases fisiopatológicas e terapêuticas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(4), 1989–1999. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p1989-1999