Incidência e Prevalência da Sífilis Congênita: Uma Análise Epidemiológica Comparativa entre as Regiões Norte e Sudeste do Brasil (2019-2023)

Autores

  • Giovana de Miranda Franco Costa UNIFOA
  • João Victor de Jesus Santos Universidade Anhembi Morumbi- SJC
  • Maria Eduarda Sousa Soares Universidad Nacional de Rosario - AR
  • Samara Brissi Benito da Silva Universidade de Mogi das Cruzes - SP
  • Johny Carlos de Queiroz Universidade do Estado do Rio Grande do Norte- Mossoró/RN. 

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p877-886

Palavras-chave:

Sífilis Congênita; incidência; prevalência; Brasil.

Resumo

Este estudo visa preencher a lacuna na pesquisa brasileira sobre a incidência comparativa da sífilis congênita entre as regiões Sudeste e Norte. Pretende-se analisar quantitativamente a incidência da doença de 2019 a 2023 e descrever qualitativamente os fatores associados. Serão coletados dados sobre mães de crianças com sífilis congênita, como escolaridade, realização do pré-natal e idade materna, para uma análise abrangente. Trata-se de um estudo ecológico, observacional e temporal abrangendo a sífilis congênita nas regiões Norte e Sudeste do Brasil de 2019 a 2023. Os dados foram coletados do DATASUS em março de 2024. Serão realizadas análises quantitativas e qualitativas dos dados epidemiológicos e socioeconômicos.

Os casos de sífilis congênita nas regiões Norte e Sudeste, entre 2019 a 2023, revelaram uma redução significativa em ambas regiões. A distribuição dos casos variou conforme a escolaridade materna, com predominância de mães com ensino fundamental incompleto no Norte e de mães com ensino médio completo no Sudeste. Além disso, mostrou-se que, na região Norte, assim como na região Sudeste, um menor das mães não havia realizado o pré-natal. A faixa etária com a maioria dos casos foi entre 20 a 24 anos em ambas as regiões. Por fim, destacamos as diferenças expressivas em termos de densidade populacional entre as duas regiões do país, a fim de possibilitar uma análise mais objetiva.

Em resumo, a análise dos casos de sífilis congênita nas regiões Norte e Sudeste do Brasil destaca a necessidade de uma abordagem abrangente para lidar com o problema de saúde pública. A associação com a escolaridade materna e a realização do pré-natal ressalta a importância de estratégias preventivas amplas. É essencial uma abordagem coordenada entre diversos setores da sociedade para reduzir a incidência e prevalência da doença. Apesar das limitações do estudo, suas descobertas oferecem uma base sólida para orientar políticas de saúde e programas de prevenção.

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Biografia do Autor

Giovana de Miranda Franco Costa, UNIFOA

Discente do Centro Universitário de Volta Redonda -RJ

João Victor de Jesus Santos, Universidade Anhembi Morumbi- SJC

Discente Universidade Anhembi Morumbi- SJC

Maria Eduarda Sousa Soares, Universidad Nacional de Rosario - AR

Discente Universidad Nacional de Rosario - AR

Samara Brissi Benito da Silva , Universidade de Mogi das Cruzes - SP

Discente Universidade de Mogi das Cruzes - SP

Johny Carlos de Queiroz, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte- Mossoró/RN. 

Professor Me. da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte- Mossoró/RN. 

Referências

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Publicado

2024-04-08

Como Citar

de Miranda Franco Costa, G., de Jesus Santos, J. V., Sousa Soares, M. E., Brissi Benito da Silva , S., & Carlos de Queiroz, J. (2024). Incidência e Prevalência da Sífilis Congênita: Uma Análise Epidemiológica Comparativa entre as Regiões Norte e Sudeste do Brasil (2019-2023) . Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(4), 877–886. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n4p877-886