Análise comparativa da incidência, mortalidade e investimentos públicos em tuberculose pulmonar: um estudo entre Cascavel e Paraná de 2019 a 2022
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n2p1477-1491Palavras-chave:
Tuberculose; Incidência; Mortalidade; Cascavel; ParanáResumo
Este estudo apresenta uma análise comparativa detalhada sobre a incidência, tratamento, mortalidade e investimentos públicos relativos à tuberculose (TB) na cidade de Cascavel em relação ao Estado do Paraná, utilizando-se de informações obtidas do DATASUS e de um alicerce teórico de artigos científicos de relevância na área. A tuberculose, apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, permanece como uma das doenças infecciosas mais letais, sendo considerada uma "calamidade negligenciada", principalmente em populações vulneráveis afetadas por desigualdades sociais. Segundo boletim epidemiológico emitido pelo Ministério da Saúde o coeficiente de óbitos por tuberculose a cada 100mil (cem mil) habitantes foi de 2,1 em 2020, e 2,2 em 2019, quando comparados a 2011 (2.3) não representa uma melhora significativa no quadro epidemiológico da doença no pais. A transmissão ocorre pelo ar e é causada pelo agente etiológico Mycobacterium tuberculosis, quando pessoas com TB pulmonar ativa tossem, espirram ou falam. O M. tuberculosis possui mecanismos de virulência que permitem a sua sobrevivência e replicação intracelular, inibindo a fusão do fagossomo com o lisossomo e evitando sua destruição. O manejo terapêutico da TB ativa envolve o emprego de poliquimioterapia com múltiplos fármacos antituberculosos. Objetiva-se com esse trabalho, comparar a eficácia da prevenção e tratamento da TB entre Cascavel e Paraná, buscando informações sobre sua incidência, mortalidade e investimento público necessário para o resultado.
Downloads
Referências
SILVA, Maria Elizabete Noberto da et al. General aspects of tuberculosis: an update on the etiologic agent and treatment. Revista Brasileira de Análises Clínicas, [S.L.], v. 50, n. 3, p. 228, maio 2018. Revista Brasileira de Analises Clinicas. http://dx.doi.org/10.21877/2448-3877.201800717.
MORRONE, Nelson et al. Diagnóstico da tuberculose em sintomáticos respiratórios: comentários a respeito das ii diretrizes da sociedade brasileira de pneumologia e tisiologia e ministério da saúde. Jornal Brasileiro de Pneumologia, [S.L.], v. 31, n. 4, p. 350-355, ago. 2005. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1806-37132005000400013.
NOGUEIRA, Antônio Francisco et al. Tuberculose: uma abordagem geral dos principais aspectos. Revista Brasileira de Farmacia: RBF, [s. l], v. 93, n. 1, p. 3-9, fev. 2012.
FIGUEIREDO JÚNIOR, Adilson Mendes de; SÁ, Antônia Margareth Moita. Prevalência da infecção latente tuberculosa em comunicantes de portadores de tuberculose pulmonar. Revista Eletrônica Acervo Saúde, [S.L.], v. 30, n. 30, p. 3-9, 13 ago. 2019. Revista Eletronica Acervo Saude. http://dx.doi.org/10.25248/reas.e851.2019.
FERRI, A. O.; AGUIAR, B.; WILHELM, C. M.; SCHMIDT, D.; FUSSIEGER, F.; PICOLI, S. U. Diagnóstico da tuberculose: uma revisão. Revista Liberato, [S. l.], v. 15, n. 24, p. 145–154, 2014. Disponível em: https://revista.liberato.com.br/index.php/revista/article/view/317. Acesso em: 25 nov. 2023.
RABAHI, Marcelo Fouad et al. Tuberculosis treatment. Jornal Brasileiro de Pneumologia, [S.L.], v. 43, n. 6, p. 472-486, dez. 2017. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s1806-37562016000000388.
DELPINO, Felipe Mendes et al. Determinantes sociais e mortalidade por tuberculose no Brasil: estudo de revisão. Revista Baiana de Saúde Pública, [S.L.], v. 45, n. 1, p. 228-241, 20 maio 2022. Secretaria da Saude do Estado da Bahia. http://dx.doi.org/10.22278/2318-2660.2021.v45.n1.a3479
CECILIO, Hellen Pollyanna Mantelo et al. Tendência da mortalidade por tuberculose no estado do Paraná, Brasil – 1998 a 2012. Ciência & Saúde Coletiva, [S.L.], v. 23, n. 1, p. 241-248, jan. 2018. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018231.25242015.
BRASIL. (2023) Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim epidemiológico de tuberculose. Brasília. 7 p.
BRASIL. (2022) Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim epidemiológico de tuberculose. Brasília. 17 p.
OPAS: Organização Pan-Americana de Saúde. Brasil, 2022. Mortes e doenças por tuberculose aumentaram durante a pandemia da COVID-19. Disponível em < . Acesso em: 26 de nov. 2023.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Breno Primon Britzke, Rubens Griep

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores são detentores dos direitos autorais mediante uma licença CCBY 4.0.



