Lesão Renal Aguda como Espelho da Terapia Intensiva: entre a fragilidade clínica e as novas fronteiras diagnósticas

Autores

  • ⁠Maria de Moraes Guarçoni Silva Brito FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Daniel Ruiz Agum FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Emilly da Silva Dela Costa FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Maria Nogueira da Costa FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Ana Carolina Franskoviak Cunha Silva FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Letícia Rodrigues Babinsck FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Juliana Machado Sopeletto FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Alice Sales zampirolli FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Maria Clara Cosseti Gava FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • ⁠Angélica Pimenta do Amaral FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Leandro Mendes Zagotto FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Giovana Figueira Barbosa FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Anitha Coelho Barbosa FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n9p139-145

Palavras-chave:

, Terapia cognitivo-comportamental

Resumo

INTRODUÇÃO: A Lesão Renal Aguda (LRA) é uma síndrome clínica caracterizada pela perda súbita e potencialmente reversível da função renal, sendo altamente prevalente em pacientes hospitalizados, principalmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Essa condição associa-se a aumento da mortalidade, maior tempo de internação e elevados custos assistenciais. Embora classificações como RIFLE, AKIN e KDIGO tenham padronizado o diagnóstico, a subnotificação ainda é frequente e compromete o manejo. OBJETIVOS: Revisar a literatura científica atual sobre a Lesão Renal Aguda, destacando fatores de risco, classificações diagnósticas, uso de biomarcadores emergentes, estratégias terapêuticas e implicações                prognósticas.                                  METODOLOGIA: Trata-se de uma Revisão Bibliográfica realizada entre 2019 e 2024 nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. Foram incluídos artigos em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e que abordassem prevalência, diagnóstico, tratamento ou desfechos clínicos da LRA. Estudos que não tratavam diretamente da temática ou apresentavam baixa relevância     metodológica              foram              excluídos.              RESULTADOS: A análise evidenciou que a sepse, a hipoperfusão, os fármacos nefrotóxicos e a obstrução do trato urinário são os principais desencadeadores da LRA. Aproximadamente 70% dos pacientes apresentam recuperação parcial ou total da função renal em até 90 dias, enquanto 30% evoluem para doença renal crônica ou necessitam de terapia renal substitutiva. Estratégias não farmacológicas, como prevenção de infecções, otimização hemodinâmica e redução da exposição a nefrotóxicos, mostraram-se fundamentais no prognóstico. Biomarcadores como NGAL e KIM-1 surgem como ferramentas promissoras para diagnóstico precoce, embora ainda não estejam amplamente disponíveis na prática clínica. CONCLUSÃO:

A LRA permanece um importante desafio clínico devido à sua elevada incidência e impacto prognóstico. A literatura reforça a necessidade de estratégias preventivas, protocolos clínicos padronizados e capacitação multiprofissional. Além disso, avanços diagnósticos, como biomarcadores, e terapêuticos, como a individualização da terapia renal substitutiva, apresentam potencial para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes acometidos.

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Referências

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Publicado

2025-09-06

Como Citar

de Moraes Guarçoni Silva Brito, ⁠Maria, Ruiz Agum, D., da Silva Dela Costa, E., Nogueira da Costa, M., Franskoviak Cunha Silva, A. C., Rodrigues Babinsck, L., Machado Sopeletto, J., Sales zampirolli, A., Cosseti Gava, M. C., Pimenta do Amaral, ⁠Angélica, Mendes Zagotto, L., Figueira Barbosa, G., & Coelho Barbosa, A. (2025). Lesão Renal Aguda como Espelho da Terapia Intensiva: entre a fragilidade clínica e as novas fronteiras diagnósticas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(9), 139–145. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n9p139-145