Caracterização epidemiológica da sífilis congênita no Brasil entre os anos de 2017 e 2021

Autores

  • Jhyeniffer Domingos Costa Acadêmica de Medicina pela Universidade Anhembi Morumbi
  • Luciano da Silva Alves Médico pela Escola Superior de Ciências da Saúde.
  • Julio Alberto Aldana Quiala Acadêmico de Medicina pela Universidade de Brasília (UNB).
  • Marcos Antônio Muniz de Paula Acadêmico de Medicina pela Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Yoandy Rivero Ramos Acadêmica de Medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA).
  • Gabriel Porciúncula Teixeira Basto Médico(a) pelo Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Laís Bezerra Perrusi Médico(a) pelo Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Juan Carlos Fernández Cordoves Acadêmico pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
  • Marcos Furtado Mendonça Acadêmico de Medicina pelo Centro Universitário São Lucas – Afya
  • Maria Claumyrla Lima Castro Enfermeira pela Universidade de Fortalexa (UNIFOR)

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p1138-1146

Palavras-chave:

Epidemiologia, Saúde da mulher, Sífilis congênita

Resumo

Este artigo tem por objetivo identificar e analisar o perfil epidemiológico da sífilis congênita no Brasil, no período de 2017 a 2021. O presente artigo se trata de um estudo epidemiológico, retrospectivo, de caráter descritivo, sobre os casos de sífilis congênita no Brasil e suas regiões, com dados obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), entre 2017 e 2021. As variáveis de interesse foram: faixa etária do recém-nascido, sexo, etnia, região, escolaridade e faixa etária materna, realização do pré-natal, sífilis materna, tratamento do parceiro e evolução dos casos. Verificou-se que no período de 2017 a 2021 foram registrados 109.737 casos de sífilis congênita. Durante esse período, o ano de 2018 foi responsável pela maioria dos números dos casos, sendo prosseguido por uma queda até o ano de 2021. Os resultados deste estudo destacam uma elevada taxa de ocorrência de sífilis congênita no país. No entanto, é crucial ressaltar as limitações dos dados apresentados, devido à subnotificação significativa de casos. Portanto, é fundamental estruturar e implementar ações para controlar essa doença e melhorar sua notificação. A sífilis congênita é uma condição evitável, mas suas consequências são numerosas, especialmente para o feto.  

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Publicado

2023-10-16

Como Citar

Domingos Costa, J., da Silva Alves, L., Alberto Aldana Quiala, J., Antônio Muniz de Paula, M., Rivero Ramos, Y., Porciúncula Teixeira Basto, G., Bezerra Perrusi, L., Fernández Cordoves, J. C., Furtado Mendonça, M., & Claumyrla Lima Castro, M. (2023). Caracterização epidemiológica da sífilis congênita no Brasil entre os anos de 2017 e 2021. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(5), 1138–1146. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n5p1138-1146

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Artigo Original