Manifestações Clínicas Sistêmicas do Hiperparatireoidismo: Implicações Metabólicas e Ósseas

Autores

  • Laura Mendes Seghetto Universidade Presidente Antônio Carlos
  • Katherine Oliveira Almeida Faculdade de Minas
  • Danielle Idelfonso Bottentuit Martins Universidade Anhembi Morumbi
  • Natália Miranda de Freitas Universidade Estácio de Sá
  • Pedro Henrique Ramalho Bafume Universidade de Taubaté
  • Beatrys Juliani Ramalho Universidade de Marília
  • Maria Antonia Schluter Greco Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Mariana Maurício Casé Universidad Cristiana de Bolivia
  • Jordy Pierre Carvalho Rezende Universidade de Rio Verde
  • Jordana Vieira Ribeiro Universidade de Rio Verde
  • Vitória Helena Leite Resende Universidade Professor Edson Antônio Velano

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n9p1084-1097

Palavras-chave:

hiperparatireoidismo; metabolismo; osteodistrofia; hipercalcemia; nefrolitíase; endocrinologia

Resumo

Introdução: O hiperparatireoidismo é uma desordem endócrina caracterizada pela secreção excessiva do hormônio paratireoideano (PTH), resultando em distúrbios do metabolismo do cálcio e fósforo. Essa condição pode ser primária, frequentemente associada a adenomas paratireoideos, ou secundária, geralmente relacionada à doença renal crônica. As manifestações clínicas são amplas, englobando desde alterações ósseas até repercussões metabólicas e cardiovasculares, com impacto significativo na morbimortalidade. Objetivo: Analisar as principais manifestações sistêmicas do hiperparatireoidismo, destacando suas implicações metabólicas e ósseas, com base em evidências clínicas e diretrizes de sociedades médicas. Metodologia: Foi realizada revisão narrativa da literatura em bases como PubMed, SciELO e LILACS, além de diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Endocrine Society. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, priorizando consensos e revisões de alto impacto. Discussão/Resultados: As alterações ósseas constituem uma das manifestações mais relevantes, com redução da densidade mineral óssea, fragilidade e risco aumentado de fraturas. No hiperparatireoidismo primário, observa-se predomínio de reabsorção cortical, enquanto no secundário a osteodistrofia renal é frequente. Além das repercussões esqueléticas, o excesso de PTH promove hipercalcemia, nefrolitíase e nefrocalcinose, podendo evoluir para insuficiência renal. As implicações metabólicas incluem resistência insulínica, alterações no perfil lipídico e risco cardiovascular aumentado. Sintomas inespecíficos, como fadiga, fraqueza muscular e distúrbios neuropsiquiátricos, também são comuns, dificultando o diagnóstico precoce. O tratamento pode variar entre abordagem cirúrgica, especialmente na forma primária, e terapias farmacológicas como calcimiméticos e vitamina D ativa, essenciais no manejo do hiperparatireoidismo secundário. Conclusão: O hiperparatireoidismo apresenta manifestações clínicas que ultrapassam o sistema ósseo, afetando metabolismo, rins e sistema cardiovascular. O diagnóstico precoce e o manejo individualizado são fundamentais para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A atuação multidisciplinar, associada ao uso de terapias baseadas em evidências, é crucial para o controle adequado da doença.

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Publicado

2025-09-25

Como Citar

Mendes Seghetto, L., Oliveira Almeida, K., Idelfonso Bottentuit Martins , D., Miranda de Freitas, N., Ramalho Bafume, P. H., Ramalho, B. J., Schluter Greco, M. A., Maurício Casé , M., Carvalho Rezende, J. P., Vieira Ribeiro , J., & Leite Resende, V. H. (2025). Manifestações Clínicas Sistêmicas do Hiperparatireoidismo: Implicações Metabólicas e Ósseas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(9), 1084–1097. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n9p1084-1097