Estudo Epidemiológico da Esquistossomose no Brasil

Autores

  • Ana Tércia Mendes Carneiro
  • Pedro Henrique Pinheiro Roberto
  • Vânderson Luis de Freitas Reges
  • Valéria dos Santos Turbano
  • Neyton Carlos da Silva
  • Raul Bernardo Ribeiro
  • Maria do Socorro Vieira dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n8p1333-1347

Palavras-chave:

Esquistossomose; Epidemiologia; Endemia.

Resumo

Introdução: A Esquistossomose, causada pelo helminto Schistossoma mansoni, é uma doença endêmica brasileira negligenciada e associada a condições precárias de higiene, saneamento e acesso à água potável. O Programa de Controle da Esquistossomose tem implementado ações para reduzir a morbimortalidade e a gravidade da doença, mas sua transmissão ainda permanece ativa nas regiões mais carentes. Objetivo: A pesquisa teve por intuito realizar uma análise epidemiológica da ocorrência da Esquistossomose no Brasil, de 2014 a 2023. Metodologia: Foi feito um estudo descritivo, transversal e quantitativo utilizando como base as informações disponíveis no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) no DATASUS. As variáveis analisadas foram: ano de notificação, região geográfica, faixa etária, sexo  e evolução. Resultados: De 2014 a 2020 houve um decrescimento constante no número de casos, com 2020 registrando o menor número. A partir de 2021, o número de casos subiu discretamente, e mais acentuadamente nos anos de 2022 e 2023. A região com maior número de casos foi a Sudeste, podendo isso estar associado a padrões climáticos e pluviométricos. Enquanto isso, a região Nordeste liderou o número de internações. A Esquistossomose é mais prevalente entre os homens, principalmente da faixa etária entre 20 e 59 . A grande maioria dos doentes por Esquistossomose se curam, e a proporção de curados/doentes se mantém estável, mas com uma leve tendência de declínio. O número de pessoas que chegam a óbito pela doença é relativamente baixo, mas a taxa de mortalidade tem um aumento leve, mas constante, ao longo dos anos. Considerações finais: A situação da Esquistossomose no Brasil tem apresentado evolução, com queda constante entre 2014 e 2020. Ela é mais prevalente entre pessoas economicamente ativas (homens entre 20 e 39 anos) e em regiões específicas no Brasil. O aumento da taxa de mortos ao longo dos anos indica a permanência de desigualdades que dificultam a resolução desse agravo e suscitam medidas mais eficazes para sua eliminação.

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Publicado

2025-08-28

Como Citar

Carneiro, A. T. M., Roberto, P. H. P., Reges, V. L. de F., Turbano, V. dos S., Silva, N. C. da, Ribeiro, R. B., & Santos, M. do S. V. dos. (2025). Estudo Epidemiológico da Esquistossomose no Brasil. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(8), 1333–1347. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n8p1333-1347