Doença Renal Crônica no Brasil: uma leitura crítica dos determinantes invisíveis e das estratégias emergentes de prevenção

Autores

  • Letícia Rodrigues Babinsck FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • daniel Ruiz agum FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Emilly da Silva Dela Costa FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Maria Nogueira da Costa FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Ana Carolina Franskoviak Cunha Silva FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Juliana Machado Sopeletto FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Alice Sales zampirolli FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • ⁠Maria Clara Cosseti Gava FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Angélica Pimenta do Amaral
  • Maria de Moraes Guarçoni Silva Brito FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Giovana Figueira Barbosa FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Anitha Coelho Barbosa
  • Leandro Mendes Zagotto FACULDADE BRASILEIRA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-MULTIVIX/ES
  • Anita Sales Zampirolli Faculdade de Medicina de Cachoeiro de Itapemirim – Multivix, Cachoeiro de Itapemirim, ES, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n9p993-1003

Palavras-chave:

Doença Renal Crônica, Fatores de Risco, Prevenção, Políticas Públicas, Atenção Primária

Resumo

INTRODUÇÃO: A Doença Renal Crônica (DRC) representa um problema crescente de saúde pública no Brasil, sendo impulsionada por fatores de risco amplamente prevalentes na população, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade e envelhecimento. OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivo analisar os principais determinantes da DRC e as estratégias preventivas viáveis no contexto brasileiro, com ênfase no papel das políticas públicas. METODOLOGIA: Por meio de uma revisão bibliográfica baseada na estratégia PVO, foram selecionados 10 artigos e documentos oficiais que abordam a evolução da DRC e suas implicações clínicas e sociais. RESULTADOS: Os achados evidenciam que a baixa escolaridade, o acesso limitado à atenção primária e a ausência de programas estruturados de rastreamento precoce contribuem significativamente para o subdiagnóstico e a progressão da doença. Estratégias preventivas como o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, o incentivo à prática regular de atividades físicas, a educação em saúde e a utilização de tecnologias de autocuidado demonstram potencial para conter o avanço da DRC. No entanto, a efetividade dessas ações depende de planejamento intersetorial, capacitação das equipes de saúde e políticas públicas que considerem as desigualdades regionais e socioeconômicas. CONCLUSÃO: Conclui-se que a prevenção da DRC requer uma abordagem integrada, centrada na promoção da saúde, no controle de comorbidades e na ampliação do acesso à informação e aos serviços de saúde.

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Referências

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Publicado

2025-09-23

Como Citar

Rodrigues Babinsck, L., Ruiz agum, daniel, da Silva Dela Costa, E., Nogueira da Costa, M., Franskoviak Cunha Silva, A. C., Machado Sopeletto, J., Sales zampirolli, A., Cosseti Gava, ⁠Maria C., Pimenta do Amaral, A., de Moraes Guarçoni Silva Brito, M., Figueira Barbosa, G., Coelho Barbosa, A., Mendes Zagotto, L., & Zampirolli , A. S. (2025). Doença Renal Crônica no Brasil: uma leitura crítica dos determinantes invisíveis e das estratégias emergentes de prevenção. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(9), 993–1003. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n9p993-1003