MENINGITE COMO EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA: PROTOCOLOS DE ATENDIMENTO BASEADOS EM EVIDÊNCIAS

Autores

  • Cristiano Borges Lopes Centro Universitário Inta - UNINTA https://orcid.org/0000-0001-6601-5131
  • Myrella Evelyn Nunes Turbano IESVAP https://orcid.org/0000-0001-7744-1902
  • Luísa Kirmair Lima Sousa UNICEUMA
  • Nayla Vicente Ferreira IESVAP
  • Amanda Alves Cardoso da Silva CEUMA
  • Gabriel Lima Campos CEST
  • Carlos Luciano Montalvan Valdivieso UEA
  • Camila Bevilaqua Dias Centro Universitário Inta – UNINTA
  • Ranyelle Nascimento Lira UNINTER
  • Brenda Machado Silva UNIPTAN
  • Joana D’arc Resende FMIT
  • Graça Maria de Sousa Coutinho Ericeira CEUMA
  • Ana Christina Araripe de Moraes Souza Oliveira IESVAP
  • Letícia de Malfussi Travassos Gomes UNESC
  • Felipe Moreira da Silva UFSJ-CCO

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p591-600

Palavras-chave:

Meningite, Emergência, Pediatria, Criança

Resumo

Introdução: A meningite é uma emergência pediátrica grave, caracterizada pela inflamação das meninges, com rápida progressão e alto risco de morbimortalidade. O diagnóstico precoce e a implementação de protocolos baseados em evidências são fundamentais para otimizar o atendimento e reduzir complicações neurológicas. Metodologia: O estudo envolveu uma revisão da literatura em bases de dados como LILACS, SciELO, PubMed e Scopus, utilizando descritores específicos. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, resultando na análise de 15 estudos. Os critérios de inclusão priorizaram pesquisas que abordassem protocolos clínicos, intervenções terapêuticas e estratégias diagnósticas baseadas em evidências. Resultados e Discussão: Os achados indicam que a padronização do atendimento melhora a triagem, agiliza o início da antibioticoterapia e reduz complicações. O reconhecimento precoce de sintomas como febre, rigidez de nuca e alteração do nível de consciência facilita a priorização dos casos graves. A administração de antibióticos dentro da primeira hora após a suspeita reduz sequelas neurológicas. Além disso, exames como punção lombar, PCR e biomarcadores auxiliam na distinção entre meningite viral e bacteriana. Conclusão: Conclui-se que protocolos bem definidos melhoram a eficiência do atendimento e os desfechos clínicos. A capacitação contínua dos profissionais e a ampliação da cobertura vacinal são estratégias essenciais para reduzir a incidência da meningite e garantir um tratamento mais eficaz.

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Publicado

2025-02-08

Como Citar

Borges Lopes, C., Evelyn Nunes Turbano, M., Kirmair Lima Sousa, L., Vicente Ferreira , N., Alves Cardoso da Silva, A., Lima Campos, G., Luciano Montalvan Valdivieso , C., Bevilaqua Dias , C., Nascimento Lira , R., Machado Silva, B., D’arc Resende , J., Maria de Sousa Coutinho Ericeira , G., Christina Araripe de Moraes Souza Oliveira , A., de Malfussi Travassos Gomes, L., & Moreira da Silva, F. (2025). MENINGITE COMO EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA: PROTOCOLOS DE ATENDIMENTO BASEADOS EM EVIDÊNCIAS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 591–600. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p591-600