Glaucoma Agudo de Ângulo Fechado: Mecanismos, Diagnóstico e Tratamento Emergencial

Autores

  • Westerley Fernando Acácio
  • Luíza Fricks Cabellino Multivix
  • Pedro Gabriel Cazotti Thiengo
  • Fernanda Krofke Llivi Ibanez da Silva
  • Paula Rubia Destro Barreto
  • William Moreira da Silva Júnior
  • Ednilson Herculano de Miranda

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p965-973

Palavras-chave:

Glaucoma de Ângulo Fechado, Glaucoma, Hipertensão Ocular

Resumo

O Glaucoma Agudo de Ângulo Fechado (GAAC) é uma emergência oftalmológica potencialmente ameaçadora à visão, caracterizada por um aumento súbito da pressão intraocular (PIO) devido à obstrução do ângulo da câmara anterior, que compromete o escoamento do humor aquoso. Se não for tratado de forma imediata, pode causar danos irreversíveis ao nervo óptico e perda permanente do campo visual. Predisposições anatômicas — como ângulos estreitos, espessamento do cristalino e fatores hormonais — juntamente com fatores externos, como o uso de medicamentos anticolinérgicos, contribuem para sua fisiopatologia e reforçam a importância do diagnóstico precoce. O tratamento imediato visa a rápida redução da PIO por meio de medicamentos, incluindo inibidores da anidrase carbônica, beta-bloqueadores, alfa-agonistas e prostaglandinas. Em casos graves, pode-se recorrer à paracentese da câmara anterior. Após a estabilização da PIO, a iridotomia periférica a laser é a abordagem preventiva padrão, sendo segura e eficaz para restaurar o fluxo do humor aquoso e prevenir recorrências. Em casos refratários ou com complicações anatômicas, opções cirúrgicas como a iridectomia são consideradas. Avanços em tecnologias de imagem — como a tomografia de coerência óptica e a gonioscopia — têm melhorado significativamente a precisão diagnóstica e a compreensão da dinâmica do segmento anterior. Apesar dos avanços terapêuticos, o GAAC continua sendo um desafio clínico, especialmente em populações com predisposição genética. O acompanhamento regular e a conscientização sobre os fatores de risco são fundamentais para a detecção precoce, intervenção oportuna e redução da cegueira associada ao glaucoma.

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Publicado

2025-04-19

Como Citar

Acácio, W. F., Cabellino, L. F., Cazotti Thiengo, P. G., Krofke Llivi Ibanez da Silva, F., Destro Barreto, P. R., Moreira da Silva Júnior, W., & Herculano de Miranda , E. (2025). Glaucoma Agudo de Ângulo Fechado: Mecanismos, Diagnóstico e Tratamento Emergencial. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(4), 965–973. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p965-973