PREVALÊNCIA DE PARASITOSES INTESTINAIS NAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA REGIÃO NORTE: UMA REVISÃO DE LITERATURA
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Palavras-chave

Prevalência
Parasitoses intestinais
Região Norte

Como Citar

De Lima Pereira, F. N., Costa Vaz, I., da Silva Mota, G. Évelin, Souza do Rosário, M. V., & Marques Santa Rosa Malcher, C. (2025). PREVALÊNCIA DE PARASITOSES INTESTINAIS NAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS DA REGIÃO NORTE: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(3), 1847–1860. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p1847-1860

Resumo

As enteroparasitoses são frequentes em comunidades ribeirinhas da Amazônia devido à precariedade do saneamento e ao difícil acesso à saúde. A falta de esgoto, água potável e educação sanitária favorece a disseminação dessas infecções, agravadas pela distância dos centros urbanos. Este estudo busca identificar a prevalência de enteroparasitoses na população ribeirinha da região norte. Embasada no modelo PRISMA 2020, a busca e análise de artigos foi realizada no período de dezembro do ano de 2024 a janeiro do ano de 2025 em bases científicas usando descritores específicos. Os 6 artigos selecionados para a revisão de literatura foram publicados entre 2014 e 2024, sendo 5 deles em português e 1 no idioma inglês. A alta prevalência de enteroparasitoses em comunidades ribeirinhas da Região Norte do Brasil está relacionada à precariedade no saneamento, consumo de água contaminada e vulnerabilidade socioeconômica. Estudos apontam que a infecção pode atingir até 94,5% dos moradores, afetando principalmente crianças e mulheres, tendo como principais agentes o Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e Giardia lamblia. A dificuldade de acesso a serviços de saúde e a falta de ações preventivas agravam o problema, sendo assim, estratégias como educação sanitária, exames periódicos e uso de antiparasitários são fundamentais, mas a adesão da população é limitada por barreiras geográficas e sociais.Portanto, foi possível evidenciar a alta prevalência de parasitoses intestinais em comunidades ribeirinhas da Região Norte, associada à precariedade sanitária e hábitos culturais. Destaca-se a necessidade de intervenções públicas para melhorias estruturais e de ações preventivas das equipes de saúde, especialmente para crianças. Além disso, reforça a importância de novas pesquisas para embasar medidas de combate e prevenção dessas infecções.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p1847-1860
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