FATORES EPIDEMIOLÓGICOS E REDUÇÃO NA MORTALIDADE MATERNA NO BRASIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p553-560

Palavras-chave:

Mortalidade materna, Desigualdade socioeconômica, Assistência obstétrica

Resumo

A mortalidade materna reflete desigualdades no acesso à saúde e permanece elevada no Brasil, apesar de avanços. Fatores como idade materna avançada, doenças crônicas e falhas no pré-natal agravam o problema, intensificado pela COVID-19. Estratégias como a vigilância obstétrica e a qualificação profissional são essenciais para reduzir os óbitos e garantir um atendimento mais seguro e equitativo. A pesquisa analisou dados do DATASUS sobre óbitos maternos no Brasil entre 2020 e 2023, adotando uma abordagem quantitativa e descritiva. Foram consideradas variáveis como região, faixa etária e raça/cor, excluindo registros fora da definição oficial de óbito materno. Os dados, coletados e organizados no Excel®, foram interpretados de forma descritiva para identificar variações epidemiológicas. Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou 7.690 óbitos maternos, concentrados no Sudeste e Nordeste. A mortalidade é maior entre mulheres de 20 a 39 anos, com desigualdades raciais evidentes. A COVID-19 agravou o cenário, apesar de esforços como a ampliação do pré-natal. A redução desses óbitos exige melhor infraestrutura, qualificação profissional e políticas mais eficazes. Portanto, A mortalidade materna no Brasil reflete desigualdades sociais, econômicas e raciais, afetando principalmente mulheres negras e de baixa renda. Reduzi-la exige investimentos em capacitação profissional, infraestrutura e fortalecimento do pré-natal. O compromisso político e ações baseadas em evidências são essenciais para garantir equidade no atendimento.

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Biografia do Autor

Victor Martins Fontoura, Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga - FADIP

Mestrando em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente (PROCISA/FADIP). Bacharel em Enfermagem (FADIP). Graduando em Licenciatura em Ciências Biológicas e Letras-Português (FUNIP).  

Daiani Scheffer, Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA

Mestre pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA

Gislayne Káren dos Santos Lima, Centro Universitário Facol - UNIFACOL

Graduanda em Enfermagem 

Jéssica Athália Amorim Silva, Universidad Politécnica y Artistica del Py - UPAP

Interna de medicina

Juan Carlos Ortiz Moreno, Universidade Federal da Integração Latino Americana

Médico, Administrador Público, pós-graduação em Medicina saúde da família e Gestão em Saúde

Natalícia dos Santos, Universidade Federal de Pernambuco

Bacharela em Saúde Coletiva

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Publicado

2025-03-13

Como Citar

Fontoura, V. M., Silva, V. F. B. da, Scheffer, D., Lima, G. K. dos S., Silva, J. A. A., Moreno, J. C. O., & dos Santos, N. (2025). FATORES EPIDEMIOLÓGICOS E REDUÇÃO NA MORTALIDADE MATERNA NO BRASIL. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(3), 553–560. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p553-560