Manejo do trauma grave: Impacto do protocolo de controle de danos na sobrevivência e redução de complicações
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Palavras-chave

Controle de danos
Trauma grave
Ressuscitação balanceada
Ensaios viscoelásticos
Complicações pós-operatórias
Sobrevivência

Como Citar

de Mello Hesper, F., Gamalier de Paiva, R., Soares Santos , L., Coelho de Jesus Campos, V., dos Santos Araújo Cândido, H. J., Pires de Oliveira , H. C., Rocha Filho, A. A., Gomes Alcântara, H., Santos de Souza , D., Espinosa Caramalho, M. V., Coelho Pettersen, L., & Martins Costa Pettersen, L. (2025). Manejo do trauma grave: Impacto do protocolo de controle de danos na sobrevivência e redução de complicações. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(3), 1133–1142. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p1133-1142

Resumo

O protocolo de controle de danos (DCR) tem se mostrado uma abordagem essencial no manejo do trauma grave, com impactos significativos na sobrevivência e na redução de complicações. Esta revisão integrativa da literatura analisou estudos publicados entre 2015 e 2023, destacando evidências robustas sobre a eficácia do DCR. Técnicas como o controle precoce de sangramentos, transfusões balanceadas e o uso de ensaios viscoelásticos (TEG/ROTEM) demonstraram reduzir a mortalidade em até 30% e as complicações hemorrágicas em 25%. Além disso, a aplicação do DCR em lesões específicas, como traumas pulmonares e hepáticos, aumentou as taxas de sobrevivência em 20% e reduziu a necessidade de reoperações em 15%. A revisão também explorou a expansão do DCR para contextos não traumáticos, como peritonite séptica, com reduções de 20% na mortalidade. No entanto, a implementação desses protocolos enfrenta desafios, como a necessidade de recursos especializados e a capacitação das equipes. Conclui-se que o DCR é uma estratégia fundamental no manejo do trauma grave, mas sua aplicação requer investimentos em infraestrutura e treinamento para maximizar seus benefícios.

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n3p1133-1142
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