Resumo
Introdução: O manejo cirúrgico do Trauma Cranioencefálico Grave em crianças envolve abordagens específicas para minimizar danos e promover a recuperação. A avaliação inicial é crucial e deve incluir a realização de exames de imagem para determinar a gravidade e o tipo de lesão. As intervenções cirúrgicas geralmente visam descompressão craniana, remoção de hematomas ou correção de fraturas. A escolha do procedimento depende da apresentação clínica e da condição neurológica da criança. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar possíveis complicações e avaliar a recuperação neurológica. Além disso, a equipe multidisciplinar desempenha um papel fundamental na reabilitação e na implementação de medidas preventivas. Relata que em uma avaliação, foram registradas 247.116 internações e 8.936 mortes, resultando em uma taxa de mortalidade de 3,61%. Destaca-se que a morbidade e a mortalidade são mais elevadas entre os jovens, devido aos altos custos de procedimentos cirúrgicos e clínicos essenciais para tratar infecções ou remover hematomas intracerebrais. A questão dos custos do tratamento após a alta hospitalar, relacionada ao tratamento de sequelas e à prevenção de novas lesões, é pouco debatida. O Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE) em jovens representa um significativo problema social, causando efeitos adversos e um número considerável de óbitos. Portanto, é fundamental desenvolver estratégias preventivas para reduzir a incidência desses acidentes.
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