Resumo
A toxoplasmose congênita é uma infecção importante que pode causar danos neurológicos e oftalmológicos graves em recém-nascidos. O diagnóstico precoce, utilizando métodos como PCR no líquido amniótico e testes sorológicos, é fundamental para a detecção da infecção e a implementação de estratégias terapêuticas eficazes. O tratamento padrão envolve o uso de sulfadiazina e pirimetamina, que deve ser iniciado precocemente para reduzir as complicações. No entanto, o acompanhamento rigoroso é necessário devido aos possíveis efeitos adversos dos medicamentos. A triagem neonatal ampliada, incluindo a toxoplasmose no teste do pezinho, tem mostrado ser uma estratégia promissora para identificar a doença em estágios iniciais. Além disso, programas de educação em saúde para gestantes, focados na prevenção da infecção, podem reduzir a incidência da doença. No Brasil, a implementação de programas de rastreamento e tratamento ainda enfrenta desafios, especialmente em áreas rurais e populações vulneráveis. A combinação de diagnóstico precoce, tratamento adequado, rastreamento neonatal e educação em saúde é essencial para reduzir as complicações da toxoplasmose congênita. Portanto, é necessário um esforço contínuo das autoridades de saúde pública para melhorar a cobertura e a implementação dessas medidas, com o objetivo de melhorar os resultados para os neonatos.
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