O IMPACTO DO GLAUCOMA NA SAÚDE PÚBLICA: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA (2014-2024)
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Palavras-chave

Glaucoma, impactos, saúde pública, epidemiológico.

Como Citar

Cardoso dos Santos, I. C., Bedin Sarolli, M. E., Araujo Cardoso , J., Dantas da Silva , G. P., Barros Silva , Y., lebram Martinelli Braga , M. F., Mota Miranda , S. da, Trindade Santos Pina, N., da Silva Avelar, L., Macedo Silva, V., Pinheiro Parnaíba, M., Araújo e Souza, S., Mascarenhas da Silva, P., Mesquita Alves Costa , J. P., & Feitosa, S. de J. (2025). O IMPACTO DO GLAUCOMA NA SAÚDE PÚBLICA: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA (2014-2024). Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 957–969. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p957-969

Resumo

Introdução: O glaucoma é uma das principais causas mundiais de perda irreversível da visão. É uma doença que causa neuropatia óptica progressiva e irreversível associadas a defeitos característicos do campo visual e alterações estruturais. Esta doença cursa com diminuição da acuidade visual e consequente declínio na qualidade de vida dos pacientes. Com isso, a identificação de fatores de risco e da doença em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado é essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar o perfil epidemiológico do glaucoma no Brasil, identificando a prevalência e a relevância do diagnóstico precoce, visando contribuir para estratégias de prevenção e manejo adequado da doença. Metodologia: Trata-se  de  um  estudo  epidemiológico,  retrospectivo  com  abordagem quantitativa e retrospectiva, com dados referentes à prevalência e impactos das internações no período de 2014 a 2024, nas cinco regiões brasileiras. Resultados: Das 60.903 internações analisadas, a maior concentração ocorreu nas regiões Sudeste (47%), já quanto ao sexo, há predominância de internações entre homens (52%) em relação às mulheres (47%). Com isso, dentre o número de internações, prevalece os casos de pacientes na senilidade, principalmente entre 60 a 69 anos. Em relação à cor/raça, a maioria das internações foi entre pessoas pardas (20.146 casos), seguidas por brancas (18.926 casos). Por fim, o ano de 2023 foi o que registrou o maior número de internações (9.149), seguido por 2022 (7.743 casos). Conclusão: Para a prevenção do glaucoma é imprescindível que os pacientes conheçam a doença e disponham de atendimento adequado para o diagnóstico precoce, trazendo a população para perto do oftalmologista. Portanto, para reduzir o índice de cegueira por esta patologia, a literatura sugere uma estratégia a ser desenvolvida com o intuito de estimular o diagnóstico precoce da doença na comunidade, incluindo o reconhecimento da dimensão do problema, a facilitação do acesso ao atendimento primário e educando a população sobre o glaucoma, seus fatores de risco, tratamento e consequências. Destacando, então, a importância de expor esse tema com maior frequência, buscando instigar o meio acadêmico e científico a aprimorar os conhecimentos acerca dessa problemática e conseguir um resultado efetivo ajudando a população a prevenir e tratar o glaucoma. 

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p957-969
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