Acesso ao cuidado na Atenção Primária à Saúde brasileira: situação, problemas e estratégias de superação

Autores

  • Ariane Abreu Tsutsumi São Leopoldo Mandic/ Campinas-SP
  • Kerolaine Silva Fonseca Afya Faculdade de Ciências Médicas - Cruzeiro do Sul - Acre
  • Roberta Priscila Baccili Castilho Matos Universidade Maurício de Nassau (UNINASSAU)
  • Flavia Renata Bradassio Migliorança UNINASSAU
  • Elton Pessoa dos Santos UNILAGO
  • Juliana Paes de Oliveira Chriguer Universidade São Francisco
  • Vinícius Parron Keller PUC SP
  • Victoria Vieira Vockes Universidad privada Del Este - Paraguai
  • Ana Flávia Bomfim Souza Uniptan
  • Poliana Barros de Araujo São Lucas
  • Sanzylly Soares França Ferreira UEMA
  • Danielle Ferreira do Nascimento Linard Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul
  • Nathalia Pereira Magalhães Universidade Iguaçu - UNIG
  • Antonio Denizar Costa Neto Centro Universitário do Norte de Minas Gerais
  • Abdon Adynan De Araujo Sousa
  • Catharina Noleto Gontijo e Silva Itap Porto Nacional
  • Nicole Farias Siqueira Universidade Franciscana - UFN
  • Rafael Grilo Pestana Bittar Universidade Federal do Delta do Parnaíba - UFDPar
  • Adriana Santos Crepaldi Secretaria de Saúde Distrito Federal

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1795-1809

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde; Acesso aos serviços de saúde; Sistema Único de Saúde

Resumo

Sistemas de saúde universais orientados pela Atenção Primária à Saúde (APS) apresentam melhores resultados para a população. Este artigo apresenta a situação do acesso ao cuidado na APS brasileira, seus problemas, desafios e estratégias para sua superação. Realizou-se uma revisão narrativa, incluindo estudos quali e quantitativos. O acesso na APS aumentou com a expansão da Estratégia Saúde da Família (ESF), mas ainda permanece insuficiente. As principais barreiras ao acesso incluem: subdimensionamento/subfinanciamento da APS, excesso de usuários vinculados às equipes da ESF, número reduzido de Médicos de Família e Comunidade (MFC), com pouca interiorização/fixação, burocratização e problemas funcionais dos serviços, como rigidez nos agendamentos e priorização de grupos específicos (hipertensos, puericultura etc.). Para melhorar o acesso, é necessário aumentar o investimento federal na ESF, priorizando-a e expandindo-a, reduzir os usuários vinculados às equipes, ampliar a formação médica em MFC, explorar a clínica da enfermagem, diversificar os meios de comunicação com usuários, explorar a cogestão da equipe e flexibilizar as agendas dos profissionais. Conclui-se que, para fortalecer a APS, é estratégico estimular o acesso na ESF vinculado ao cuidado longitudinal.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ariane Abreu Tsutsumi, São Leopoldo Mandic/ Campinas-SP

Graduada em Medicina 

Kerolaine Silva Fonseca, Afya Faculdade de Ciências Médicas - Cruzeiro do Sul - Acre

Acadêmica de Medicina

Roberta Priscila Baccili Castilho Matos, Universidade Maurício de Nassau (UNINASSAU)

Graduada em Medicina 

Flavia Renata Bradassio Migliorança, UNINASSAU

Graduada em Medicina 

Elton Pessoa dos Santos, UNILAGO

Acadêmico de Medicina 

Juliana Paes de Oliveira Chriguer, Universidade São Francisco

Graduanda em Medicina 

Vinícius Parron Keller, PUC SP

Graduando em Medicina 

Victoria Vieira Vockes, Universidad privada Del Este - Paraguai

Graduada em Medicina 

Ana Flávia Bomfim Souza, Uniptan

Acadêmica de Medicina 

Poliana Barros de Araujo, São Lucas

Acadêmica de Medicina 

Sanzylly Soares França Ferreira , UEMA

Acadêmica de Medicina 

Danielle Ferreira do Nascimento Linard, Faculdade de Ciências Médicas de Cruzeiro do Sul

Acadêmica de Medicina

Nathalia Pereira Magalhães, Universidade Iguaçu - UNIG

Acadêmica de Medicina 

Antonio Denizar Costa Neto, Centro Universitário do Norte de Minas Gerais

Graduando em Medicina

Abdon Adynan De Araujo Sousa

Graduado em Medicina

Catharina Noleto Gontijo e Silva, Itap Porto Nacional

Graduada em Medicina 

Nicole Farias Siqueira, Universidade Franciscana - UFN

Graduada em Medicina 

Rafael Grilo Pestana Bittar, Universidade Federal do Delta do Parnaíba - UFDPar

Graduando em Medicina 

Adriana Santos Crepaldi, Secretaria de Saúde Distrito Federal

Graduada em Psicologia

Referências

Declaração de Alma-Ata. In: Conferência internacional sobre cuidados primários de saúde [internet]. Alma-Ata; 1978 [acesso em 2024 ago 7]. p. 3. Disponível em: http://cmdss2011.org/site/wp-content/uploads/2011/07/Declaração-Alma-Ata.pdf

Stringhini S, Carmeli C, Jokela M, et al. Socioeconomic status and the 25 × 25 risk factors as determinants of premature mortality: a multicohort study and meta-analysis of 1•7 million men and women. Lancet [internet] . 2017 [acesso em 2024 maio 28]; 389(10075):1229-37. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28159391 » http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28159391

Aleixo JLM. Atenção Primária à Saúde e o Programa de Saúde da Família: perspectivas de desenvolvimento no início do terceiro milênio. Rev Min Saúde Pública [internet] . 2002 [acesso em 2024 out 14]; 1(1):1-16. Disponível em: http://coleciona-sus.bvs.br/lildbi/docsonline/get.php?id=391

Gérvas J, Fernández MP. El fundamento científico de la función de filtro del médico general. Rev Bras Epidemiol [internet]. 2006 [acesso em 2024 maio 28]; 9(1):147-9. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2006000100019&lng=es&tlng=es

Atun R. What are the advantages and disadvantages of restructuring a health care system to be more focused on primary care services? [internet] . 2004 [acesso em 2024 maio 28]. Disponível em: http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0004/74704/E82997.pdf

Casanova C, Starfield B. Hospitalizations of Children and Access to Primary Care: A Cross-National Comparison. Int J Heal Serv [internet]. 1995 [acesso em 2024 maio 28]; 25(2):283-94. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7622319

Forrest CB, Starfield B. The effect of first-contact care with primary care clinicians on ambulatory health care expenditures. J Fam Pract [internet]. 1996 [acesso em 2024 maio 28]; 43(1):40-8. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8691179

Health Council of the Netherlands. European primary care [internet]. The Hague; 2004 [acesso em 2024 maio 28]. Disponível em: https://www.gezondheidsraad.nl/sites/default/files/European_primary_care_final.pdf

Downloads

Publicado

2025-02-19

Como Citar

Abreu Tsutsumi, A., Silva Fonseca, K., Priscila Baccili Castilho Matos, R., Renata Bradassio Migliorança, F., Pessoa dos Santos, E., Paes de Oliveira Chriguer, J., Parron Keller, V., Vieira Vockes, V., Bomfim Souza, A. F., Barros de Araujo, P., Soares França Ferreira , S., Ferreira do Nascimento Linard, D., Pereira Magalhães, N., Denizar Costa Neto, A., Adynan De Araujo Sousa, A., Noleto Gontijo e Silva, C., Farias Siqueira, N., Grilo Pestana Bittar, R., & Santos Crepaldi, A. (2025). Acesso ao cuidado na Atenção Primária à Saúde brasileira: situação, problemas e estratégias de superação. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 1795–1809. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1795-1809