Rupturas Esofágicas: Etiopatogenia, abordagens diagnósticas e estratégias de manejo clínico e cirúrgico

Autores

  • Hiana Lima da Silva Centro universitário uninorte
  • Maria Eduarda Oliveira Costta Universidade Brasil
  • Joaquim Cogo Filó Guedes São Leopoldo Mandic
  • Eduardo Bittencourt Pradi São Leopoldo Mandic Campinas
  • Vanessa Batista Pereira Medica pela universidade federal do Ceará-UFC
  • Eduardo Rezende Portes Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (UNIDERP)
  • Luis Felipe Morais Barros Médico
  • Gustavo Martins Almeida Gomes Médico
  • Amilcar Roberto da Fonseca Mendoza Centro universitário Uninorte
  • Isabelly Varanda Barbacena UNIC
  • Alice Jolli da Silva Neta Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (UNIDERP)
  • Rafael Ferreira Lopes UNIC
  • Katia Gulminetti Miranda Médica
  • Magda Lúcia Noleto de Matos Médica
  • Aznud Miranda da Silva Universidade Nilton Lins
  • Millena Lourrany Fontinele Lima Ceuma Campus- Imperatriz
  • João Carlos Sandri Médico Residente

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1795-1803

Palavras-chave:

Ruptura esofágica; Diagnóstico; Tratamento.

Resumo

A ruptura esofágica é uma condição rara e grave, caracterizada pela perfuração da parede do esôfago, levando à extravasão do conteúdo esofágico para o mediastino e cavidade pleural. Pode ocorrer de forma espontânea, traumática ou iatrogênica, sendo a Síndrome de Boerhaave a principal causa espontânea. Os sintomas incluem dor torácica intensa, enfisema subcutâneo e sinais de sepse. O diagnóstico precoce, por meio de exames de imagem, é crucial para a escolha do tratamento adequado, que pode envolver manejo clínico, endoscópico ou cirúrgico. A intervenção imediata reduz complicações e melhora a sobrevida do paciente. Essa revisão de literatura foi realizada por meio de publicações científicas encontradas nos seguintes bancos de dados: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Public Medline (PubMed), Portal de Periódicos CAPES e Scientific Elec tronic Library Online (SciELO), sem restrição de período. Foram também consultados os sites oficiais do Ministério da Saúde e a literatura cinzenta. A ruptura esofágica é uma emergência médica com alta mortalidade, exigindo diagnóstico rápido e tratamento imediato. A abordagem terapêutica varia conforme a extensão da lesão e o estado clínico do paciente, podendo incluir manejo clínico, endoscópico ou cirúrgico. O sucesso do tratamento depende da intervenção precoce para prevenir mediastinite e sepse. Avanços nas técnicas diagnósticas e terapêuticas melhoraram o prognóstico, mas a individualização da conduta é essencial. A atuação de uma equipe multidisciplinar é fundamental para reduzir complicações e otimizar os desfechos, reforçando a importância da rápida identificação e do tratamento adequado dessa condição grave.

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Referências

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Publicado

2025-02-18

Como Citar

Silva, H. L. da, Costta, M. E. O., Guedes, J. C. F., Pradi, E. B., Pereira, V. B., Rezende Portes, E., Barros, L. F. M., Gomes, G. M. A., Mendoza, A. R. da F., Barbacena, I. V., Neta, A. J. da S., Lopes, R. F., Miranda, K. G., Matos, M. L. N. de, Silva, A. M. da, Lima, M. L. F., & Sandri, J. C. (2025). Rupturas Esofágicas: Etiopatogenia, abordagens diagnósticas e estratégias de manejo clínico e cirúrgico. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 1795–1803. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1795-1803