Manejo Neurocirúrgico de Traumatismos Cranioencefálicos Graves em Crianças na Emergência
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Palavras-chave

Traumatismos, Pediatria, Manejo

Como Citar

Ceschini, N., Floriano , C. H. F., Godinho, B. V., Bersaghi , G. P., Mello, B. R. M. de, Queiroz , V. K., Comparim, E. J., filho , J. ferreira de S. S., Gonçalves , T. C., Bellaver, L. M. R., Raposo, C. W. D. L. C., tavares , rafael barrueco, Vieira , A. F. S., Freitas, J. H. A. de, & Prado, G. de C. do A. M. (2025). Manejo Neurocirúrgico de Traumatismos Cranioencefálicos Graves em Crianças na Emergência. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 1190–1203. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1190-1203

Resumo

Resumo Introdução: Os traumatismos cranioencefálicos (TCEs) são uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças. O manejo correto é fundamental para melhorar os desfechos neurológicos. Classificação da Gravidade: Utilização da Escala de Coma de Glasgow (ECGl) para determinar a gravidade da lesão.  - ECGl entre 13-15: leve- ECGl entre 9-12: moderado ECGl entre 3-8: grave. Por isso vamos poder analisar os dados em especial em TCEs graves. Medidas incluem elevação da cabeceira, controle da sedação, e uso de diuréticos osmóticos como o manitol. Este estudo visa analisar a epidemiologia do traumatismo cranioencefálico na população jovem brasileira entre os anos de 2012 e 2022. Métodos: Foi realizado um estudo descritivo-analítico utilizando dados do DATASUS sobre traumas intracranianos em pessoas de 0 a 11 anos no Brasil nesse período. Resultados: Foram registradas 247.116 internações, que resultaram em 8.936 mortes, totalizando uma taxa de mortalidade de 3,61%, com um custo médio de R$266,30 por dia e um tempo de internação de 4,2 dias. O perfil epidemiológico dos pacientes com trauma intracraniano são predominantemente homens pardos na faixa etária de 15 a 19 anos, principalmente oriundos da região sudeste. Discussão: A morbidade e mortalidade em jovens é mais acentuada entre os 15 e 19 anos, com elevados custos hospitalares devido a intervenções clínico-cirúrgicas para tratar infecções ou realizar drenagens de hematomas intracerebrais. O custo relacionado ao tratamento pós-hospitalar é pouco discutido, sendo ligado ao cuidado com sequelas, à prevenção de novas lesões e ao acompanhamento multidisciplinar especializado. Conclusões: O trauma intracraniano em jovens representa uma questão relevante em nossa sociedade, implicando em prejuízos sociais e funcionais, além de um número considerável de óbitos. Portanto, é crucial desenvolver ações preventivas voltadas para a redução desses eventos traumáticos.
https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1190-1203
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Copyright (c) 2025 Nádia Ceschini, Caroline Hernandes Ferreira Floriano , Breno Veggi Godinho, Gustavo Paraboni Bersaghi , Bruna Regina Marinho de Mello, Vinicius Kaiser Queiroz , Eduardo José Comparim, Jackson ferreira de Souza Santos filho , Túlio César Gonçalves , Leticia Massoco Rios Bellaver, CARLA WERUSKA DE LOURDES CANGELLO RAPOSO , rafael barrueco tavares , Almir Fernandes Simões Vieira , João Henrique Affiune de Freitas, Giovanna de Castro do Amaral Monteiro Prado

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