GRAVIDEZ ECTÓPICA NÃO ROTA: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Autores

  • Kerolaine Silva Fonseca Afya Faculdade de Ciências Médicas - Cruzeiro do Sul - Acre
  • Anna Luíza Barbosa da Silva Almeida Universidade Nove de Julho - Campus Guarulhos
  • Raul Sescato Rezende Pinto Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus Cascavel
  • Lucas Moura Araujo Luz Uninovafapi
  • Tayná de Paiva Marques Carvalho Universidade Iguaçu https://orcid.org/0000-0002-3971-177X
  • Marcus Vinícius de Magalhães Oliveira Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos- UNITPAC
  • Jan Carlos Leão Alves Universidade Federal de Rondônia
  • Paulo Cesar Mouchalouat Filho Unigranrio - Afya - Campus Barra da Tijuca
  • Pedro Repani Marcatti Unigranrio Afya – campus Duque de Caxias https://orcid.org/0009-0001-0298-7801
  • Priscila Leite Loiola Ribeiro Faculdade de Medicina de Campos
  • Raphael Alves Gomes Braga UNIGRANRIO
  • Isabella Fróes Demétrio UNIG - Universidade Iguaçu campus V
  • Camila Kelly de Melo Fidelis UFMA
  • Eliane Teixeira dos Santos Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB
  • Thalia Ely Cervejeira UNINASSAU VILHENA/RO
  • Bruna Alacoque Amorim Lima Centro Universitário UniFacid
  • Mariana Rodrigues Bezerra Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Anne Caroline Tavares de Carvalho Hospital Militar de Área de Brasília - HMAB

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p601-611

Palavras-chave:

Gravidez ectópica; Gonadotrofina coriônica; Metotrexato; Fertilidade.

Resumo

O diagnóstico não invasivo da gravidez ectópica deve ser realizado precocemente, antes de ocorrer a ruptura tubária, combinando a ultrassonografia transvaginal com a dosagem da fração beta do hormônio gonadotrófico coriônico. Diversas opções de tratamento podem ser utilizadas. Devemos respeitar as indicações tanto das intervenções cirúrgicas como do tratamento clínico. A laparotomia está indicada nos casos de instabilidade hemodinâmica. A laparoscopia é a via preferencial para o tratamento da gravidez tubária. A salpingectomia deve ser realizada nas pacientes com prole constituída. A salpingostomia é indicada nas pacientes com desejo reprodutivo, quando os títulos da b-hCG forem inferiores a 5000 mUI/mL e as condições cirúrgicas forem favoráveis. O tratamento com metotrexato (MTX) é uma conduta consagrada, podendo ser indicado como primeira opção de tratamento. Os principais critérios para indicação do MTX são estabilidade hemodinâmica, b-hCG <5.000 mUI/mL, massa anexial <3,5 cm e ausência de embrião vivo. A dose única 50 mg/m² intramuscular é a preferencial por ser mais fácil, mais prática e com menores efeitos colaterais. O protocolo com múltiplas doses deve ficar restrito para os casos de localização atípica (intersticial, cervical, cicatriz de cesárea e ovariana) com valores de b-hCG >5.000 mUI/mL e ausência de embrião vivo. A indicação do tratamento local com injeção de MTX (1 mg/kg) guiada por ultrassonografia transvaginal é na presença de embrião vivo nos casos de localização atípica. A conduta expectante deve ser indicada nos casos de declínio dos títulos da b-hCG em 48 horas antes do tratamento e quando os títulos iniciais são inferiores a 1.500 mUI/mL. Em relação ao futuro reprodutivo, existem controvérsias entre a salpingectomia e a salpingostomia. Até obtermos um consenso na literatura, orientamos às pacientes desejosas de uma futura gestação a optar pelas condutas conservadoras, tanto cirúrgicas como clínicas.

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Biografia do Autor

Kerolaine Silva Fonseca, Afya Faculdade de Ciências Médicas - Cruzeiro do Sul - Acre

Acadêmica de Medicina 

Anna Luíza Barbosa da Silva Almeida, Universidade Nove de Julho - Campus Guarulhos

Graduada em Medicina 

Raul Sescato Rezende Pinto, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Campus Cascavel

Graduado em Medicina 

Lucas Moura Araujo Luz, Uninovafapi

Graduado em Medicina 

Marcus Vinícius de Magalhães Oliveira, Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos- UNITPAC

Graduado em Medicina 

Jan Carlos Leão Alves, Universidade Federal de Rondônia

Graduado em Medicina

Paulo Cesar Mouchalouat Filho, Unigranrio - Afya - Campus Barra da Tijuca

Acadêmico de Medicina 

Pedro Repani Marcatti, Unigranrio Afya – campus Duque de Caxias

Acadêmico de Medicina 

Priscila Leite Loiola Ribeiro, Faculdade de Medicina de Campos

Acadêmica de Medicina 

Raphael Alves Gomes Braga, UNIGRANRIO

Formação em Medicina 

Isabella Fróes Demétrio, UNIG - Universidade Iguaçu campus V

Acadêmica de Medicina

Camila Kelly de Melo Fidelis, UFMA

Acadêmica de Medicina

Eliane Teixeira dos Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB

Graduada em Medicina 

Thalia Ely Cervejeira, UNINASSAU VILHENA/RO

Graduada em Medicina 

Bruna Alacoque Amorim Lima, Centro Universitário UniFacid

Acadêmica de Medicina

Mariana Rodrigues Bezerra, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduada em Medicina 

Anne Caroline Tavares de Carvalho, Hospital Militar de Área de Brasília - HMAB

Graduada em Medicina 

Referências

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Publicado

2025-02-08

Como Citar

Kerolaine Silva Fonseca, Anna Luíza Barbosa da Silva Almeida, Raul Sescato Rezende Pinto, Lucas Moura Araujo Luz, Tayná de Paiva Marques Carvalho, Marcus Vinícius de Magalhães Oliveira, Jan Carlos Leão Alves, Paulo Cesar Mouchalouat Filho, Pedro Repani Marcatti, Priscila Leite Loiola Ribeiro, Raphael Alves Gomes Braga, Isabella Fróes Demétrio, Camila Kelly de Melo Fidelis, Eliane Teixeira dos Santos, Thalia Ely Cervejeira, Bruna Alacoque Amorim Lima, Mariana Rodrigues Bezerra, & Anne Caroline Tavares de Carvalho. (2025). GRAVIDEZ ECTÓPICA NÃO ROTA: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(2), 601–611. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p601-611