Manejo Intra-Hospitalar do Pneumotórax: Abordagens Atualizadas e Evidências Baseadas em Protocolos

Autores

  • Frank Roubert de Castro Walczak Universidade Federal De Goiás
  • Elis Cristina dos Santos Alves Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS https://orcid.org/0009-0008-6194-7106
  • Bruna Martins de Souza Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES
  • Wainny Rocha Guimarães Ritter Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES
  • Maria Lúcia Batista Toledo Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Isabela de Almeida Silva Borges Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES https://orcid.org/0009-0005-6288-6024
  • Matheus Rodrigues Cordeiro Mocó Centro Universitário de Mineiros - UNIFIMES
  • João Edilson de Oliveira Filho Centro Universitário de Mineiros – UNIFIMES https://orcid.org/0009-0001-5341-9521
  • Vinícius Silva Carrijo https://orcid.org/0009-0003-2632-4150

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n1p2865-2879

Palavras-chave:

Pneumotórax, Drenagem torácica, Toracocentese, Complicações, Tratamento, Tecnologias emergentes

Resumo

O pneumotórax, caracterizado pela presença de ar na cavidade pleural e colapso pulmonar, pode ocorrer espontaneamente ou devido a traumas ou doenças pulmonares preexistentes. O pneumotórax espontâneo primário é comum em jovens, magros e fumantes, enquanto o secundário está associado a condições como DPOC e fibrose cística. O pneumotórax traumático é frequente em pacientes politraumatizados, e o pneumotórax hipertensivo, uma complicação crítica, exige descompressão torácica imediata. Estudos indicam uma incidência anual de 18-28 casos por 100.000 homens de pneumotórax primário, com maior mortalidade no secundário. O manejo adequado é fundamental para reduzir complicações, sendo a toracocentese e drenagem torácica intervenções chave. O uso de tecnologias emergentes, como ultrassom point-of-care, tem otimizado o diagnóstico e tratamento, especialmente em ambientes de trauma. A implementação de protocolos padronizados, como os da British Thoracic Society  e ATLS, visa uniformizar o tratamento e melhorar os desfechos clínicos, mas a variabilidade nas práticas clínicas ainda é um desafio. Intervenções precoces, como toracocentese ou drenagem torácica, são essenciais para evitar complicações graves. No entanto, complicações, como infecções associadas a tubos torácicos e a necessidade de reintervenções, continuam a ser problemas significativos. A pesquisa destaca a importância de estudos clínicos multicêntricos para comparar abordagens de manejo, como a toracocentese versus drenagem torácica. Além disso, a adaptação das diretrizes globais às realidades locais é crucial, especialmente em contextos com recursos limitados. Tecnologias avançadas, como sistemas automatizados de drenagem torácica, mostram potencial, mas enfrentam desafios relacionados ao custo e à disponibilidade. Dessa forma, visa-se consolidar as melhores práticas baseadas em evidências, promover protocolos eficazes e explorar inovações tecnológicas para otimizar o manejo do pneumotórax, considerando as limitações e necessidades de diferentes contextos hospitalares.

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Referências

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Publicado

2025-01-29

Como Citar

Walczak, F. R. de C., Alves, E. C. dos S., Souza, B. M. de, Ritter, W. R. G., Toledo, M. L. B., Borges, I. de A. S., Mocó, M. R. C., Oliveira Filho, J. E. de, & Carrijo, V. S. (2025). Manejo Intra-Hospitalar do Pneumotórax: Abordagens Atualizadas e Evidências Baseadas em Protocolos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 7(1), 2865–2879. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n1p2865-2879