OCLUSÃO ARTERIAL AGUDA DE MEMBROS INFERIORES: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, CONDUTAS E SÍNDROME DE REPERFUSÃO

Autores

  • Melissa Garcia Silva Saut Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (UNIDERP)
  • Eddy Ferreira Brito Universidade de Belo Horizonte - UniBH
  • Maria Fernanda Siqueira Bertin Médica
  • Eduardo Gotardo Universidade Franciscana - UFN
  • Gabriela Ricalde Chioveti Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (UNIDERP)
  • Feliph Cássio Sobrinho Brito Mestre em Biotecnologia
  • Andressa Aguiar da Silva FAMETRO
  • Heitor Bruno Fialho do Carmo Universidade Vila Velha
  • Maria Luisa de Azevedo Fernandes Universidade Vila Velha
  • Ivo da Silva Pinto Universidade Federal do Amapá-Unifap
  • Douglas Soares da Silva Faculdade Estácio Idomed Jaraguá do Sul
  • Maria Júlia Brayner Cavalcanti de Mendonça FMO
  • Victória de Luna Falcão Universidade Católica de Pernambuco
  • Bianca Neves e Curvo UNIC - Universidade de Cuiabá
  • Lucas Nunes de Freitas Médico
  • Thalia Almeida de Moraes Médica
  • Túlio Slongo Bressan Médico
  • Iran Barros de Castro Médico Residente Cirurgia Geral
  • João Pedro De Almeida Checon Médico
  • Luiz Jefferson Barbosa Júnior Médico

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n12p1000-1008

Palavras-chave:

Oclusão arterial aguda; Manifestações clínicas; Condutas; Síndrome de reperfusão.

Resumo

A oclusão arterial aguda (OAA) de membros inferiores é uma emergência vascular caracterizada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo arterial, resultando em isquemia tecidual severa. Essa condição pode ser causada por embolia, trombose ou trauma vascular e requer diagnóstico e intervenção imediatos para evitar complicações graves, como necrose tecidual, amputação ou morte. Clinicamente, manifesta-se pelos "6 P’s" (dor, ausência de pulso, palidez, parestesia, paralisia e alteração da temperatura). O manejo inclui desde terapias anticoagulantes e trombolíticas até intervenções endovasculares ou cirúrgicas. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para preservar a viabilidade do membro e melhorar o prognóstico. Esta revisão de literatura foi conduzida com base em publicações científicas obtidas nos seguintes bancos de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed (Public Medline), Portal de Periódicos CAPES e Scientific Electronic Library Online (SciELO), sem delimitação de período. Além disso, foram consultados os sites oficiais do Ministério da Saúde e materiais da literatura cinzenta. A oclusão arterial aguda de membros inferiores é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar desfechos graves, como amputações e mortalidade. A abordagem deve ser baseada na gravidade da isquemia e nas condições do paciente, variando de terapias conservadoras a intervenções cirúrgicas. Complicações, como a síndrome de reperfusão, reforçam a importância do monitoramento contínuo e da reabilitação pós-tratamento. O controle dos fatores de risco e o acompanhamento multidisciplinar são essenciais para prevenir recorrências. Investir na produção científica e na capacitação dos profissionais de saúde é crucial para aprimorar o manejo dessa condição potencialmente devastadora.

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Referências

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Publicado

2024-12-04

Como Citar

Saut, M. G. S., Brito, E. F., Bertin, M. F. S., Gotardo, E., Chioveti, G. R., Brito, F. C. S., Silva, A. A. da, Carmo, H. B. F. do, Fernandes, M. L. de A., Pinto, I. da S., Silva, D. S. da, Mendonça, M. J. B. C. de, Falcão, V. de L., Curvo, B. N. e, Freitas, L. N. de, Moraes, T. A. de, Bressan, T. S., Castro, I. B. de, Checon, J. P. D. A., & Júnior , L. J. B. (2024). OCLUSÃO ARTERIAL AGUDA DE MEMBROS INFERIORES: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, CONDUTAS E SÍNDROME DE REPERFUSÃO. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(12), 1000–1008. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n12p1000-1008